sábado, 16 de fevereiro de 2008

Mais do Mesmo


Por Josias de Souza.





http://josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br/





CPI encontrará ‘falhas’ também nas contas de FHC



TCU já mencionava ‘falta de transparência’ em 2002
Auditoria pôs em dúvida contas das viagens de FHC

Presidência fracionou despesas para fugir à licitação
Algumas compras não têm comprovante de quitação
Adquiriam-se de comida a utensílios para o Alvorada
Assessora de ministro viajou até em fins de semana



Há três dias, em carta endereçada ao presidente do PSDB, Sérgio Guerra (PE), Fernando Henrique Cardoso informou que não receia que CPI dos Cartões, ainda por instalar, remexa a contabilidade do Planalto relativa à sua gestão. Informou que nem ele nem seus familiares usaram verbas públicas em gastos pessoais. A certa altura, FHC deixou entreaberta uma janela para futuras explicações.

“Quanto aos gastos normais da máquina pública, inclusive no que diz respeito aos incorridos na manutenção dos palácios, nunca foram objeto de determinações específicas nossas”, anotou o ex-presidente. “Se, eventualmente, não seguiram as regras e trâmites normais, é bom que isso seja identificado e esclarecido, para que os erros não se repitam.”

De fato, nem sempre os gastos da presidência tucana ocorreram dentro dos estritos limites das regras e das normas oficiais. Auditoria realizada pelo TCU na Secretaria de Administração da Casa Civil detectou inúmeras “falhas” na escrituração das contas do setor de “suprimento de fundos.” O trabalho, cuja íntegra pode ser lida aqui, perscrutou despesas realizadas entre janeiro e agosto de 2001.

Eis alguns dos achados dos auditores:

Viagens presidenciais: foram analisadas as prestações de contas de oito funcionários destacados para organizar viagens nacionais de FHC. Referem-se a hospedagens e aluguel de carros. Somam, em valores da época, R$ 890,2 mil. A maioria dos processos padece de falta de transparência. Muitos não contêm nem os nomes dos integrantes das comitivas nem a mínima justificativa dos dispêndios. Algo que, para os auditores, “dificulta o processo de controle” e afeta “a transparência dos gastos”. Há notas com “data anterior ao início do período da aplicação” da verba. Uma das prestações de contas –R$ 202 mil— contém despesas “estranhas à viagem presidencial”. Outras duas –R$ 90 mil e R$ 76,2 mil— dão como liquidadas notas que não trazem “comprovação de recebimento por parte da empresa, seja por meio de emissão de recibo” ou pela “identificação do recebedor”. Para os auditores, não se trata “apenas de falha formal”. Pode ser indício de “algum tipo de fraude.”

Fracionamento de despesas: no período esquadrinhado pelo TCU, o Planalto liberou, a conta gotas, R$ 34 mil para a compra de material elétrico e eletrônico. Foram 14 operações. Variaram de R$ 1.000 a R$ 4.000. “Em todos os processos”, anota o relatório do TCU, “foram efetuadas compras de materiais de consumo de mesma natureza, em geral no mesmo conjunto de empresas.” As aquisições ocorreram “em datas muito próximas ou até no mesmo dia.” Um artifício, concluíram os auditores, que possibilitou “a fuga ao devido procedimento licitatório.”

Palácio da Alvorada: A exemplo do que ocorre sob Lula, também na era de FHC parte das verbas destinadas a gastos excepcionais socorreram a residência oficial do presidente. A auditoria alcançou um processo de R$ 20 mil. “Abrangem despesas diversas, desde itens de alimentação e utensílios de cozinha até projeto de arquitetura para a construção de uma guarita.” Nada de aparência irregular.

Segurança da Família: o TCU solicitou ao Planalto explicações para gastos de hospedagem do sargento do Exército João Batista Leal, em Goiânia, e da policial militar Sônia Valéria de Faria, em São Paulo. Em resposta, a presidência informou que estavam em missão oficial do Gabinete de Segurança Institucional. Haviam sido destacados para cuidar da “segurança pessoal dos familiares do vice-presidente [Marco Maciel] e do presidente [FHC].” Exatamente como se faz agora, sob Lula.

Viagens de servidores: os auditores do TCU analisaram um lote de viagens de funcionários do Planalto. No Brasil e no exterior. Encontraram várias “tapiocas”. Há, por exemplo, diárias pagas em excesso, prestações de contas apresentadas fora do prazo e custeio de passagem e hospedagem para pessoa que ainda não fora contratada pelo governo na época da viagem. Chama a atenção, de resto, a compra de passagens aéreas de final de semana para funcionários que se deslocavam para os seus Estados de origem, sem atribuição específica a desempenhar. Renata Zacarelli Lopes, por exemplo, viajava semanalmente de Brasília para São Paulo. Sua missão era "assessorar o ministro Andrea Matarazzo (Secretaria de Comunicação Social)", seu chefe. Em compromissos que invariavelmente "envolviam o final de semana". Os auditores recomendaram a devolução do dinheiro. Mas os ministros que integram o plenário do TCU rejeitaram a sugestão.

O relatório dos auditores foi levado ao plenário do tribunal em 29 de maio de 2002. Os ministros de então leram o documento com olhos condescendentes. As “falhas” foram classificadas como “formais”, sem “má-fé”. Decidiu-se apenas enviar ao Planalto um lote de “recomendações”. Entre elas a de que a presidência se dignasse a dar “maior transparência às prestações de contas dos gastos com viagens presidenciais.”

Ainda não havia à época da auditoria os famosos cartões de crédito corporativos. Foram criados em setembro de 2001, um mês depois do término da pesquisa dos auditores do TCU. Naquele ano, houve um único gasto com cartão. Coisa mixuruca: R$ 90,00. O dinheiro saiu na forma de um saque realizado no caixa eletrônico. Não se sabe o que pagou.

Naquela ocasião, as “pequenas despesas” da administração pública eram feitas por meio da chamada “Conta B”. É uma espécie de avó dos cartões, que o petismo quer agora virar do avesso na CPI. Em 2001, torrou-se pela conta “Conta B” R$ R$ 213,6 milhões. A auditoria do TCU cobre um naco insignificante desse valor. Só em 2002, último ano da era FHC, o governo começou lançar mão do cartão de crédito. Financiaram, naquele ano, despesas de R$ 3,6 milhões. O grosso dos gastos “emergenciais” continuou escoando pela “Conta B”: R$ 229,5 milhões.

Sob Lula, cartões e “Conta B” ainda coexistem. Compõem um bolo de recursos que o governo chama de “suprimento de fundos”. A gestão petista gasta menos do que a administração tucana –média anual R$ 143,5 milhões de 2003 para cá. Mas o governo tomou gosto pelos cartões. No primeiro ano de Lula, os “suprimentos” somaram R$ 145,1 milhões. Desse total, R$ 8,7 milhões referiam-se a despesas feitas com cartões. Em 2007, os “suprimentos” alçaram à casa dos R$ 177,5 milhões, dos quais R$ 78 milhões deixaram as arcas do Tesouro por meio dos cartões de crédito.

Enviadas ao Planalto sete meses antes do término do mandato de FHC, as “recomendações” do TCU foram de pouca serventia. Já em 2003, ano em que os extratos dos cartões de crédito ainda não haviam sido levados ao portal da transparência, o então ministro Luiz Gushiken (Secretaria de Comunicação) repetiria uma das práticas nocivas identificadas pelo auditores no relatório sobre a gestão FHC.
Chamava-se Maria da Penha Pires a servidora que manuseava o cartão de crédito posto à disposição de Gushiken. Pagava, por exemplo, despesas com "viagens a serviço". E Gushiken trabalhava muito em São Paulo. Dava duro até nos finais de semana. Hospedou-se "a serviço" no Caesar Park de 15 a 17 de agosto de 2003 (sexta a domingo). Ficou no mesmo hotel de 22 a 25 de agosto (sexta a segunda).
Entre 19 e 21 de setembro (sexta a domingo), preferiu acomodar-se "a serviço" no Hotel Cadoro. Afora as diárias, consumiu seis águas, três guaranás, um café, um chá, um suco de frutas, um almoço completo e um beirute de filé mignon (R$ 584). Como se vê, Gushiken foi uma espécie de abre-alas da era da "tapioca".










sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Nunca na História Deste País...


Cartão paga gasto irregular até em viagem de Lula

Cartão paga gasto irregular até em viagem de Lula
Inquérito do MP apura despesas suspeitas do Planalto
Incluem hotéis, aluguel de carros e compras em geral
Suspeitas vão de fraudes fiscais a firmas inexistentes



O Ministério Público do Distrito Federal abriu, há 15 dias, um inquérito civil para apurar suspeita de irregularidades no uso de cartões de crédito do governo. Refere-se a gastos realizados pela secretaria de Administração da Casa Civil da Presidência da República. Incluem as despesas de hospedagem de comitiva precursora de uma viagem de Lula.

Deu-se em 2 de maio de 2003. Nesse dia, Lula, que assumira a presidência havia cinco meses,
visitou os municípios paulistas de Ribeiro Preto e Sertãozinho. Inaugurou uma termelétrica e compareceu a uma feira agrícola. Para organizar a viagem, o Planalto enviara às duas cidades um “escalão avançado” –agentes de segurança e equipe de apoio técnico. Hospedaram-se em dois hotéis.

Descobriu-se o seguinte: com cartão de crédito do Planalto, um funcionário pagou R$ 3.030 por 22 diárias de pessoas que não constavam da lista de integrantes da comitiva oficial. Financiou também R$ 1.475 em diárias que excederam ao período de permanência de alguns dos membros da comitiva que preparou a visita de Lula.

Constatou-se, de resto, um indício de superfaturamento. Em 2003, o cartão de crédito do Planalto deixou no hotel que abrigou a comitiva precursora em Sertãozinho R$ 23.830. Num levantamento feito em 2006, verificou-se que, quatro anos depois, o mesmo hotel cobrava preços bem mais módicos. A mesma comitiva custaria ao erário R$ 10.208. Ou seja, a presidência pode ter desembolsado R$ 13.622 além do necessário.

Somando-se o custeio da estadia de pessoas estranhas à comitiva, as diárias excedentes e o valor que extrapolou os preços de mercado, chega-se a um gasto supostamente irregular de R$ 18.127. Para complicar, verificou-se que todas as 76 notas fiscais emitidas pelo hotel de Sertãozinho foram “calçadas”. Na via levada aos arquivos do Planalto, o valor da diária é R$ 125. Na segunda via, grudada ao talonário da hospedaria, o valor é outro: R$ 15,00.

As informações contam de um relatório do Tribunal de Contas da União. Integra processo aberto pelo TCU em 2006, sob o número 007.512. O texto encontra-se anexado ao inquérito do Ministério Público. Começa na folha 41 dos autos. Vai até a página 77. O blog obteve cópia do documento. Assinado pelos auditores André Gerardo Carneiro de Oliveira e Maurício Lopes Casado Jr., o “relatório de auditoria” do TCU é uma das peças de resistência do inquérito.

O documento contém o resultado da terceira fiscalização realizada pelo tribunal na contabilidade dos cartões de crédito do Planalto. Nas duas auditorias anteriores, o tribunal ocupara-se de aspectos formais. Nesta, examinou a “regularidade” das notas fiscais levadas aos arquivos do Planalto.

Escarafuncharam-se notas emitidas de setembro de 2002, quando a presidência, ainda sob FHC, começou a utilizar cartões de crédito, a julho de 2005. Todas as impropriedades apontadas pelos auditores referem-se aos primeiros dois anos e meio da gestão Lula.

Os auditores partiram da análise de um arquivo eletrônico que continha 22.915 registros de despesas. Selecionaram, por amostragem, 254 notas fiscais. No curso da investigação, acabaram inspecionando 648 notas. Enviaram-se oficias às receitas dos Estados e dos municípios onde as despesas foram realizadas. Descobriram-se coisas como as que se seguem:

1. o Planalto alugou carros em Ponta Porão (MS). Gasto sigiloso. Por isso, o nome da firma não consta do relatório do TCU. Consultado, o fisco municipal informou que não autorizara a emissão das 25 notas levadas à prestação de contas arquivada no Planalto. Somam R$ 206.640,07. Anotam dois endereços diferentes. Num deles, o TCU não encontrou vestígio da empresa. Noutro, “encontraram-se evidências da existência da empresa à época da emissão das notas fiscais.” No Planalto, a prestação de contas tem aparência regular. Sem poderes para quebrar sigilos bancários e fiscais, o TCU encaminhou o papelório ao Ministério Público.

2. O Planalto alugou veículos também em São Luiz. Quatro notas. Total: R$ 30.147,09. Despesa sigilosa. Consultado, o fisco local disse não ter tomado conhecimento das notas. Nos registros do Planalto, tudo regular. Para apurar o indício de “elisão fiscal”, o TCU remeteu o caso à Receita de São Luiz, ao fisco federal e ao Ministério Público.

3. A presidência alugou veículos em Santana do Parnaíba (SP). Emitiram-se 46 notas fiscais. Dezessete foram “calçadas”. Exibem nas primeiras vias o valor de R$ 40.416,90. Nas vias grudadas ao talonário, o montante é bem menor: R$ 3.062,61. Diferença de R$ 37.354,29. Nos arquivos do Planalto, tudo regular. Na dúvida, os documentos foram enviados ao fisco municipal e ao Ministério Público.

4. O Planalto alugou automóveis numa empresa de São Paulo, com filial em Barueri. Gastos confidenciais, realizados entre 2004 e 2005. Valores “superiores a R$ 1 milhão”. Foram aos arquivos do Planalto “notas de locação” sem valor fiscal. Trazem no rodapé a seguinte inscrição: “Dispensada a emissão de nota fiscal de serviços conforme lei complementar nº 116 de 31/07/2003”. Dizem os auditores: “Utilização de documento não-fiscal para omitir receita tributável, com conseqüente dano ao erário público, associado ao possível cometimento de crimes fiscais.” Em visita à filial da empresa em Barueri, o TCU “não conseguiu obter informações confiáveis com os vizinhos sobre a existência da empresa no local.” Os papéis seguiram para o Ministério Público, “órgão que pode direcionar a investigação, inclusive com solicitação de informações protegidas por sigilo, para examinar a possibilidade de realização de operações não detectáveis pelo exame documental.”

5. o Planalto alugou carros em duas locadoras de São Caetano do Sul (SP). Uma emitiu 22 notas fiscais. Ouvido, o fisco municipal informou que os valores não lhe chegaram ao conhecimento. Em visita ao endereço mencionado nas notas, o TCU “não encontrou evidências da existência da empresa.” Em consulta no cadastro de pessoas físicas, descobriu endereço diferente. Nova visita. Verificou-se que, no local, “já funcionou uma locadora de veículos.” A segunda locadora emitiu sete notas. Consultado, o fisco local disse que é “desconhecido o paradeiro” da firma. Em visita ao endereço, o TCU “não encontrou evidências da existência da empresa no período da emissão das notas.” Os auditores foram ao cadastro de CNPJ. Traz outro endereço. Nova visita. Apurou-se que, no local, “já funcionou uma locadora de veículos.”. Tudo regular na prestação de contas do Planalto. O TCU enviou os papéis aos fiscos estadual e municipal e ao Ministério Público.

6. Os auditores identificaram indícios de irregularidades fiscais em outras cinco operações de compra realizadas com cartões de crédito do Planalto. Envolvem de compras em empresas fornecedoras de “material de expediente” a transação efetuada numa firma de confecção de chaves. Gastos miúdos. O mais expressivo (serviços de editoração eletrônica) soma R$ 800 reais. O mais inexpressivo refere-se a “despesa de refeição” realizada na Beline, uma panificadora chique de Brasília. Na via enviada pela casa de pães ao fisco do DF, o valor é R$ 9,44. Na via arquivada no Planalto, está anotado R$ 99,44.

O inquérito do Ministério Público, a cargo da procuradora Eliana Pires Rocha, foi solicitado pelo deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) em dezembro de 2003. O pedido dormitou na gaveta por arrastados quatro anos. Só foi efetivamente acolhido depois que os extratos do cartão da ex-ministra Matilde Ribeiro (Integração Racial) foram pendurados nas manchetes dos jornais. Nesta quarta-feira (6), o governo
aderiu à tese da CPI. Os papéis anexados ao inquérito são peças obrigatórias de qualquer investigação que se pretenda séria.

Por Josias de Souza / http://josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br/

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Alegria De Pobre Dura Pouco!!



Olá amigos, depois de algum tempo apenas repercutindo notícias colhidas de blogs da mais alta confiabilidade jornalística, resolvi fazer pela primeira vez inaugurando meu próprio blog, um pequeno comentário a respeito das publicações abaixo, entituladas: "Um Lula diferente" e "O mesmo Lula de sempre".

Hoje, dando a minha cotidiana navegada nos blogs de política, me deparo com uma publicação no blog do eminente jornalista Josias de Souza, que me deixou de certa forma satisfeito com a notícia, à qual intitulei de "Um Lula Diferente".

No entanto, continuando a minha singela navegação, me deparo com outra notícia no blog do não menos eminente jornalista Ricardo Noblat, que me fez voltar a realidade da nossa verdadeira e infelizmente vergonhosa situação de sempre vivida pelo atual governo à qual entitulei de "O mesmo Lula de sempre!!".

Quem tiver a oportunidade de ler atentamente as matérias a qual me refiro entenderá perfeitamente a minha tristeza e indgnação, pois como diz o ditado: "Alegria de Pobre Dura Pouco"

Obrigado pela atenção.

Publicado por Alex Joseph e Pedro Henrique
02/02/2008 02:39

Um Lula Diferente!!



Lula incorpora Nascimento e grita: ‘Pede pra sair’


Escalada por Lula para promover a integração racial no Brasil, Matilde Ribeiro atingiu, nesta sexta-feira (1), o mais sublime estágio de comunhão com os infelizes de todas as cores. A ministra perdeu o emprego. Integrou-se, afinal. Pertence agora à imensa tribo dos sem-contracheque.

Matilde foi vítima do amadurecimento de Lula. Antes, sempre que um auxiliar era alçado ao noticiário em posição constrangedora, o presidente o cozinhava em banho-Maria. Com Matilde, deu-se o oposto. Ela migrou das páginas dos jornais para o microondas em escassos cinco dias. Foi incinerada.

Lula como que incorporou o espírito do Capitão Nascimento. Depois de crivar Matilde de recados, chamou ao gabinete presidencial a número um nos gastos com cartões de crédito (R$ 171.500 só em 2007). “Número Um, pede pra sair”, gritou Lula Nascimento da Silva. "Pede pra sair, número Um." E Matilde
saiu.

O presidente portou-se diante do problema como nunca antes na história do seu governo. Matilde era uma ministra longeva. Chegara à Esplanada no ano inaugural da era petista, 2003. Em cinco anos, não produzira nada que pudesse ser levado à vítrine. Em cinco dias, converteu-se na personificação da card-mania que acomete o governo. Virou cadáver político. E a Esplanada não é lugar para defuntos.


O MESMO LULA DE SEMPRE


Lula lamenta a demissão de Matilde Ribeiro


A assessoria de Lula divulgou uma carta na qual o presidente lamenta a saída do governo da ministra Matilde Ribeiro, da Secretária de Políticas de Promoção de Igualdade Racial.

Segue a íntegra da carta:

"Prezada Matilde,

Foi com pesar que recebi hoje seu pedido de demissão do cargo de Secretária Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial. Durante os últimos cinco anos, a SEPPIR, criada no meu governo para abrir caminhos que levem à superação do racismo e à inclusão social e racial, realizou, sob o seu comando, um trabalho extraordinário. Sei das imensas dificuldades, arraigadas por séculos de preconceito, que Vossa Excelência teve de enfrentar no exercício de suas funções. Agradeço-lhe pela firmeza e serenidade demonstradas durante todo esse período.
Por entender as razões políticas do gesto, aceitei seu pedido de demissão. E estou seguro de que a companheira, por quem mantenho intactos o apreço e a confiança, continuará a ser uma das principais referências para todos aqueles que lutam contra o racismo, o preconceito e a exclusão social em nosso país.
Atenciosamente,

Luiz Inácio Lula da Silva


Presidente da República Federativa do Brasil".


Por: Ricardo Noblat / http://oglobo.globo.com/pais/noblat/

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

PetroNews


O excesso de esperteza intoxicou a Petrobras.

De petroleira, a estatal converteu-se em agência de publicidade. É, hoje, a principal provedora de “boas notícias” do Palácio do Planalto.
O governo está em apuros? O noticiário azedou? Acalme-se. Seus problemas acabaram! A Petro-Tabajara News tem uma novidade para pendurar nas manchetes. Tupi já deu pro gasto? Recorra-se a Júpiter.

Em novembro do ano passado, Lula estava acossado pela crise do gás. A Petrobras saiu-se com Tupi, um campo capaz de tonificar as reservas nacionais de óleo em 50%. Nos dias seguintes, viriam os detalhes.

Nada pra já, o país saberia nos dias seguintes. A Petrobras extraíra amostras de petróleo de boa qualidade em alto mar, a 7.000 metros de profundidade, em reserva distante da costa de Santos 180 km. Um feito notável.

Mas a viabilidade comercial do empreendimento depende de estudos adicionais e novos investimentos. Dinheiro em volume ainda não esclarecido. Sabe-se apenas que não será pouca grana. Longe disso.

Com alguma sorte, o país conhecerá a extensão real da jazida de Tupi num par de anos. Com mais sorte, saberá, em quatro ou cinco anos, se a extração de óleo em valores comerciais é ou não viável. Coisa para 2013 ou 2014.

Agora, com Edison Lobão atravessado na traquéia dos brasileiros e o fantasma da crise energética a sacudir o lençol sobre o Planalto, a Petrobras traz à tona o gás de
Júpiter. E o faz, de novo, em timbre grandiloqüente.

Vizinha de Tupi, Júpiter pode tornar o Brasil auto-suficiente na produção de gás natural, informa a estatal. Quando? Daqui a seis anos. O gás está situado abaixo da camada de sal, sob rochas, a 5.252 metros de profundidade e a 290 km da costa. Ou seja: mais estudos e novos investimentos.

O Brasil poderá dar uma banana para a Bolívia? Impossível dizer a essa altura. A exemplo do petróleo de Tupi, o tempo dirá se o gás de Júpiter chegará ao continente em valores comerciais.

A petrolífera brasileira foi a primeira companhia a dominar a tecnologia de prospecção em águas profundas (2.000 metros). Dá gosto saber que começa a equipar-se também para a exploração em superprofundidade (até 7.000 metros).

A estatal não deveria permitir que seus êxitos sejam intoxicados pela esperteza política. O excesso de marquetagem retira do espetáculo o prazer que o brasileiro tem de festejar as poucas coisas boas que lhe chegam.

Escrito por Josias de Souza / http://josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br/

A Farra Continua...


deu na folha de s.paulo

Cartões do governo pagam até despesas em joalheria

De Lucas Ferraz:

Os cartões de crédito corporativo do governo federal, indicados para gastos "emergenciais", como a compra de material, prestação de serviços e diárias de servidores em viagens, foram usados em 2007 para pagar despesas em loja de instrumentos musicais, veterinária, óticas, choperias, joalherias e em free shop, conforme dados do Portal da Transparência, site do próprio governo.
Os responsáveis pelas compras afirmaram que a prática é legal e todas as compras eram necessárias. Não foi o que aconteceu com a ministra Matilde Ribeiro (Igualdade Racial), que pagou despesa de R$ 461,16 em um free-shop em outubro do ano passado. Alertada pelo ministério, ela reconheceu o "engano" e afirmou ter ressarcido o valor à União só neste mês. Assinante do jornal leia mais na
Folha de S.Paulo

E MAIS...

deu na folha de s.paulo

Segurança do Pan teve mais verba que Estados

De Marcelo Beraba:

Os Jogos Pan-Americanos do Rio consumiram 63% do orçamento do Fundo Nacional de Segurança Pública no ano passado. Foram R$ 418 milhões. Com isso, restaram apenas R$ 250 milhões para os programas estaduais e municipais de prevenção e combate à criminalidade. Foi mais do que em 2006 (R$ 199,7 milhões), mas bem menos do que em 2003 (R$ 315,2 milhões).
Para efeito de comparação, o valor equivale aos novos investimentos feitos com orçamento próprio por apenas duas secretarias de Segurança, as de São Paulo e do Rio, em 2007. Como o governo demorou a aprovar os convênios -os primeiros foram liberados em novembro-, eles só serão implantados de fato em 2008.

sábado, 12 de janeiro de 2008

Até Quando Catilina??


"QVOVSQVE TANDEM ABVTERE, CATILINA, PATIENTIA NOSTRA?
("Até quando, Catilina, abusarás de nossa paciência?")


deu em o estado de s. paulo

Gasto com cartões corporativos é recorde na gestão Lula


Despesa foi de R$ 75,6 mi, 129% a mais do que em 2006, segundo CGU
De Sônia Filgueiras:
Em 2007, o governo federal mais que dobrou suas despesas com cartões corporativos. O Portal da Transparência, mantido na internet pela Controladoria-Geral da União (CGU), mostra que R$ 75,6 milhões foram gastos por intermédio dos cartões, 129% a mais do que em 2006. O desempenho do mais importante programa social do Executivo não chegou nem perto disso: a expansão dos investimentos do Bolsa-Família no ano passado foi de 14,6%. Nos últimos anos, o aumento dos gastos com cartão é crescente. Comparada a 2004, a despesa é 4,3 vezes maior. Leia mais
aqui

Fonte: blog do Noblat / http://oglobo.globo.com/pais/noblat/

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Cortando na Carne, Na Nossa!!

ByClayton




A queda da CPMF mostrou que o dinheiro não ia para a saúde mesmo. Nada que não soubéssemos. Sem a CPMF tudo vira objeto de corte. Mas, os deputados e senadores não abrem mão de suas emendas. São elas que lhes garantem voto. Noblat comenta uma reunião que terminou agora a tarde. Vejam o cinismo de Paulo Bernardo. Os salários são congelados, já as emendas... estas são a nota fiscal do apoio ao Lula.

Do Blog do Noblat

Ministros e líderes da base discutem volta da CPMF

Reunidos neste momento, os ministros Paulo Bernardo (Planejamento, Orçamento e Gestão) e José Múcio (Relações Institucionais), líderes, deputados e senadores de partidos da base do governo discutem a volta da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF).O retorno do imposto viria atrelado à proposta de reforma tributária que deve ser apresentada em fevereiro no Congresso. A reunião ainda não acabou. Mas alguns parlamentares começam a deixar o ministério com a notícia. O líder do PR, deputado Luciano Castro (RR), disse que a proposta de retomada da CPMF foi bem aceita pela maioria dos líderes. Segundo ele, a idéia é que todo o dinheiro arrecadado seja destinado exclusivamente à área de saúde pública.Atualização das 17:47 - A reunião terminou. Paulo Bernardo saiu dizendo que não é posição do governo o retorno da CPMF. “Se alguém apresentar essa proposta, se o porteiro do Congresso quiser apresentar, aí é outra conversa, o Congresso terá que discutir. Mas não se pode atribuir essa discussão ao governo”. (que cinismo!).
Múcio também tentou abafar o burburinho dos líderes da base aliada. “Não será retomada a CPMF. Iremos enviar uma proposta de reforma tributária em fevereiro. Se quiserem discutir a volta da CPMF no Congresso, podem”.Atualização das 17:58 - Com ou sem a volta da CPMF, o governo continua a quebrar a cabeça para compensar os R$ 40 bilhões perdidos com o fim do imposto. Na reunião de hoje, líderes tentaram costurar uma proposta em que o Congresso contribuiria com uma redução de cerca de R$ 8 bilhões no orçamento.Seria assim: - Ninguém mexeria nas emendas individuais; - Haveria corte de 50% das emendas de bancada. Para o corte, seria analisada a situação de cada bancada. Algumas perderiam mais que 50%, outras menos. Assim, estima-se uma economia de cerca de R$ 6 bilhões; - Por fim, as emendas das comissões seriam zeradas, o que provocaria uma economia de cerca de R$ 2 bilhões.
Paulo Bernardo disse que a proposta será analisada.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

O Pior dos Piores



deu na folha de s. paulo

PT é quem mais recebe doações de bancos
De Maria Clara Cabral e Fábio Zanini:


O governo insinua haver relação promíscua da oposição com os banqueiros, mas é o PT o partido que proporcionalmente mais tem recebido doações do setor financeiro.
Segundo dados da prestação de contas dos partidos ao TSE, o PT recebeu, em 2006 (último dado disponível), 19,26% de suas doações de bancos.
Foram R$ 8,33 milhões de um total de R$ 43,23 milhões que entraram nos cofres do partido. O setor bancário foi o segundo maior doador para a sigla em 2006, perdendo apenas para as empreiteiras, que doaram R$ 12,47 milhões.

Fonte: Blog do Noblat / http://oglobo.globo.com/pais/noblat/

Lulinha x Lulão, Mimos e Corrupção




JOSÉ DIRCEU LEMBROU QUE NÃO ESQUECE...

Por Elio Gaspari, FSP


Na extensa entrevista peripatética (três países em seis dias) à repórter Daniela Pinheiro, da revista "Piauí", o comissário José Dirceu mostrou que as "malas de dinheiro" do PT estão todas guardadas no cofre de sua memória.
Ele permitiu que uma fina observadora retratasse sua vida fora do poder e o vulcão que dorme sob a serenidade compulsória que se impôs. A reportagem valerá mais para quem a ler de cabo a rabo.O comissário foi duro com Fábio Luiz da Silva, o Lulinha, filho de Nosso Guia(Presidente Lula) e sócio da Gamecorp, empresa de vídeo bafejada em 2005 por uma sociedade milionária com a Telemar.
A operadora de telefonia, que tem 45% de seu capital nas mãos do BNDES e dos fundos de pensão do comissariado, comprou por R$ 5 milhões uma participação na empresa, "Para o Lulinha não importa a verdade. (...) Ele quer melhorar a história. Ele fabula. Pegava pesado".
Quando Dirceu procurou Nosso Guia, para tratar desse embaraço, ouviu o seguinte: "Você vai ficar enchendo o meu saco por causa do Lulinha, Zé Dirceu?" (O comissário desmentiu a reportagem informando que Lulinha seria outra pessoa. Fica faltando explicar a reação do Lulão.)
A severidade de Dirceu com o jovem empresário é recente. Em agosto passado, ele via com outros olhos as qualidades de Lulinha e seu sócio Kalil Bittar: "Eles têm qualidade. (...) Se não valessem no mercado o que eles valem, não tivessem qualidade, aí podia levantar suspeitas. Tem que provar que foi favorecimento".
Recordar é viver: quando o marechal Castello Branco leu no jornal que seu irmão havia recebido um carro de presente dos colegas da Receita Federal, telefonou para ele e mandou que devolvesse o mimo. O irmão procurou argumentar, e o presidente interrompeu:"Você não entendeu. Afastado do cargo você já está. Estamos decidindo agora se você vai preso ou não".
Castello não achou que estivessem querendo encher o seu saco. O episódio era contado, com justo orgulho, por seu filho Paulo.


Fonte: Blog da Marta Bellini http://blogdamartabellini.blogspot.com/

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Um PresiMENTE de Palavra




Deu em O Estado de S. Paulo

Infidelidade e deboche

Quanto vale hoje a palavra do presidente Luiz Inácio Lula da Silva? Deveria ainda ter algum valor, quando a oposição aceitou, no mês passado, sua promessa de não elevar tributos para compensar o fim da CPMF, a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira. Em troca, a oposição apoiaria a renovação da DRU, a Desvinculação de Receitas da União. Pois o presidente conseguiu baixar ainda mais sua credibilidade, ao assinar, no primeiro dia útil do ano, dois atos de majoração tributária. Mas o triste exercício de autodesmoralização não terminou aí. Nesse quesito, esse governo não se contenta com pouco.

Ao anunciar as novidades, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, conseguiu agravar com o deboche o rompimento do compromisso. “O compromisso do presidente Lula era não promover alta de impostos em 2007. E de fato não o fez. Estamos fazendo em 2008, o que está dentro do programado”, disse o ministro. Com essa declaração, mostrou-se à altura de seu companheiro Marco Aurélio Garcia, o assessor presidencial flagrado ao festejar com gestos obscenos uma notícia sobre o acidente da TAM.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Lula e a lei de Gerson




Por: Ricardo Noblat; http://oglobo.globo.com/pais/noblat/


Lula, o adepto da tese de levar vantagem em tudo

A lei nº 11.300 proíbe a distribuição gratuita por parte da administração pública de "bens, valores ou benefícios" em ano eleitoral.

Por que? Para evitar que a a administração pública beneficie partidos ou candidatos em detrimento de outros. É o princípio da igualdade de oportunidades para todos.

O que fez Lula o esperto, o malandro, o interessado em levar vantagem em tudo?

A três dias do final do ano passado, editou uma Medida Provisória para ampliar o programa Bolsa Família. Ele passará a conceder a partir de agora um bônus de R$ 30,00 para adolescentes de 16 e 17 anos.

No caso de uma família inscrita no programa e que tenha três filhos de até 15 anos e dois de 16 ou 17, por exemplo, ela passará a receber R$ 172,00 ao invés dos atuais R$ 112,00.
2008 é ano de eleição de prefeitos e vereadores. Daí a pressa de Lula em se valer do recurso da Medida Provisória.

Haverá alguma alma no Congresso com coragem para se opor a mais um reajuste da mesada paga pelo Bolsa Família? Duvido. Quem se arriscará a ser execrado como inimigo dos pobres?
E assim Lula forra a cama para aconchegar sua popularidade e facilitar a vida dos que lhe dizem amém.

Já é 2008





Por Giulio Sanmartini, Itália, BLOG Prosa e Política

Lula Não é Bobo!!

O discurso de Lula na TV, ontem, foi soft. Não há novidade nenhuma em um governante ser ufanista, não é mesmo? “Nunca antes isso”, “nunca antes aquilo” etc e tal. Enquanto a realidade econômica do mundo for esta que aí está, Lula será este que está aí. Eis uma boa síntese. A verdade é a seguinte: inflação baixa e crescimento econômico, ainda que nada espantoso, fazem um bem danado ao governo. E lhe permitem vender como verdadeiras algumas empulhações. Uma delas é grosseira:os tais programas sociais estariam na base da formação do tal mercado de massas no país, o que é mentira.
Esse mercado existe por causa do crescimento. E o crescimento existe porque Lula deixou rodando o modelo que herdou do seu antecessor, embalado, agora, pela expansão da economia mundial. Ele sabe disso. Isso é fato. Mas a propaganda lhe permite contar outra história. E seria demais exigir de Lula que dissesse a verdade.
A parte do Brasil que dá certo é justamente aquela que prova a falência de todas as teses petistas.
Eles eram contra o regime de metas de inflação. Mantido.Eles achavam o superávit primário mera doação de dinheiro a banqueiros. Foi ampliado.Eles eram contra as privatizações – aderiram.
Na parte que lhes cabe ser original, fazem besteira: elevação desnecessária de gastos públicos, por exemplo. Somados ao aquecimento da demanda, a inflação se anuncia como o problema de 2008. Lula também canta as glórias da elevação da renda – que, atenção, já conheceu picos mais elevados no governo FHC, ainda não-superados pelo lulismo, com a diferença notória de que o mundo, agora, joga a favor do Brasil.
Nos oito anos de FHC, cinco crises jogaram contra. É bem provável que Lula termine o seu segundo mandato sem que nada (que NÃO dependesse de sua intervenção) tenha dado errado – não sei se atentam para a sutileza.Ao lamentar a não-aprovação da CPMF, afirmou:“Na saúde, no começo de dezembro, lançamos o PAC, que destinaria até 2010 mais R$ 24 bilhões para o setor. Entre outras coisas, todas as crianças das escolas públicas passariam a ter consultas médicas regulares, inclusive com dentistas e oculistas. Infelizmente, esse processo foi truncado com a derrubada da CPMF, responsável em boa medida pelos investimentos na saúde. Como democrata, respeito a decisão tomada pelo Congresso. E estou convencido de que o governo, o Congresso e a sociedade, juntos, encontrarão uma solução para o problema.”É uma variante daquela sua afirmação formidável de que a Saúde estava “próxima da perfeição”.
As crianças brasileiras conheceriam agora o nirvana, mas os malvados do Congresso impediram.
Os tocadores de tuba queriam que ele pegasse mais pesado, que saísse demonizando as oposições. Mas ele, que burro não é, preferiu o caminho do ufanismo.Entendam bem: se Lula insistisse na história de que a Saúde pode caminhar para o caos, haveria de se lhe perguntar o óbvio: o que seu governo fez com a CPMF até agora?
Então ele prefere falar dos supostos benefícios adicionais que deixarão de existir sem a contribuição. Lula é melhor do que os tocadores de tuba e os jornalistas “dualéticos”. Pelos menos não é burro.

domingo, 23 de dezembro de 2007

Arrecadação aumenta e cobre perda com a CPMF

Receita acumula R$ 537 bi até novembro e cresce 11% ante 2006; mesmo sem CPMF, sobra seria de R$ 20,85 bi

De Renata Veríssimo e Fabio Graner:

A arrecadação de impostos e contribuições federais atingiu R$ 537,16 bilhões de janeiro a novembro deste ano - aumento real de 11,03% em relação ao mesmo período de 2006. Ou seja, R$ 54,16 bilhões entraram a mais nos cofres do governo este ano. Mesmo se não houvesse o recolhimento da CPMF, o crescimento das receitas ainda seria de R$ 20,85 bilhões, pouco mais da metade do que o governo perderá em 2008 com o fim do tributo. O recolhimento da CPMF representou 6,11% do bolo tributário acumulado no ano.

Fonte:http://oglobo.globo.com/pais/noblat/

sábado, 22 de dezembro de 2007

Feliz Ano Velho



Deu em O Estado de São Paulo:
CPMF injeta R$ 102 bi na saúde, mas situação muda pouco

De Lígia Formenti:

Em seus dez anos de existência, a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) injetou R$ 102 bilhões no Orçamento da União especificamente para a saúde. O valor, equivalente a 38% das fontes de recursos da pasta, pouco ajudou para a melhoria do atendimento. Ainda hoje, 13 milhões de hipertensos e 4,5 milhões de diabéticos não têm acesso ao Sistema Único de Saúde (SUS). Situação semelhante é enfrentada pela legião de pacientes de tuberculose, malária e hanseníase. Estima-se que 25% dos portadores dessas doenças estão sem tratamento. Além disso, 10 milhões de obesos não são atendidos de forma adequada no sistema público.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Ética???



Deu no Passira News!!!!!

A PIADA PRONTA O PT VAI TER CÓDIGO DE ÉTICA, ACREDITEM Berzoini, o novo Presidente do PT, diz que vai implementar no Partido dos Trabalhadores, o Código de ÉticaSe Berzoini fosse fazer o que está dizendo ia fechar o PT. O Partido dos Trabalhadores, não agüenta a implementação, nem de um Estatuto de Gafieira, quando mais um Código de Ética. Hilário esse Berzoini!

Chorando sozinho!!!


Sem CPMF...

balanço 2007

78% dos que moram nas capitais aprovam fim da CPMF


Pesquisa divulgada há pouco pela Secretaria de Pesquisa e Opinião Pública do Senado revela que a esmagadora maioria dos brasileiros que moram nas capitais está satisfeita com o fim da cobrança da CPMF, e insatisfeita com a quantidade de impostos cobrados dela.
Eis os resultados da pesquisa Data Senado aplicada por telefone junto a 784 pessoas nos últimos dias 19 e 20:


* Concordância com a rejeição da CPMF
78% concordam
18% discordam
* Rejeição da CPMF melhora a imagem do Senado Federal
52% concordam
42% discordam
* Como o governo deve ajustar o orçamento após o fim da CPMF
51% - economizando gastos
43% - melhor divisão dos recursos
* Cobrança de impostos
95% acreditam que o Brasil tem muito imposto
4% acham que os impostos no Brasil são inadequados
1% acha que o Brasil tem pouco imposto
* Aplicação dos impostos arrecadados
70% acham que o governo não usa bem os impostos
5% acham que o governo usa bem

domingo, 16 de dezembro de 2007

Propaganda de quê??




Deu em O Estado de S. Paulo

Planalto gastará R$ 150 milhões com propaganda

Valor anual é disputado por 36 agências; prazo para proposta já acabou e envelopes serão abertos amanhã.

De João Domingos:

A Presidência da República vai contratar três agências de publicidade para cuidar de sua propaganda institucional nos próximos anos. Serão gastos R$ 150 milhões por ano. Os contratos terão vigência de 12 meses, prorrogáveis por mais 48. Trinta e seis agências disputam a licitação. O prazo para a entrega terminou na quinta-feira. Os envelopes serão abertos amanhã.

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Fiscalização

A publicidade do governo federal foi alvo de uma auditoria do TCU (Tribunal de Contas da União) após a CPI dos Correios. A análise apontou prejuízos de R$ 106 milhões aos cofres públicos. Também listou 19 irregularidades nos contratos, como pagamento de serviços não executados, contratação de serviços com propostas fraudulentas e despesas acima dos limites orçamentários. O processo está em fase de recurso.

Texto de ANDRÉA MICHAEL e ANGELA PINHO - DA SUCURSAL DA FOLHA DE S.PAULO EM BRASÍLIA

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Mentiras e Verdades Sobre o Mesmo Tema


Deu no Blog do Josias de Souza.

As Mentiras:

Enquanto seus operadores políticos cobrem a oposição de mimos, Lula desce o sarrafo retórico em seus rivais. De passagem por Macapá (AP), o presidente voltou a soltar a língua
. Parece empenhado em caracterizar a CPMF no confronto de ricos sonegadores contra os pobres assistidos por seu governo.

Abaixo, algumas das frases pronunciadas pelo presidente na última sexta-feira (7):1.


"Lá no Senado tem algumas pessoas, não todas, nos partidos de oposição, que não querem e não aceitam que esse país dê certo. Não querem e não aceitam e muito menos admitem o sucesso de um torneiro mecânico na Presidência da República.

"2. "Alguns senadores que não querem que o país dê certo querem abolir esse imposto, que é justo porque é distributivo, que só atinge 13 milhões de pessoas. É o famoso imposto do cheque. E 80% do povo brasileiro não tem cheque.

"3. "Os que são contra são aqueles que adorariam sonegar, como sonegaram a vida inteira.

"4. "Sabemos que a hora em que tirar R$ 40 bilhões [do Orçamento], quem vai sofrer são prefeitos e governadores. Na hora de cortar R$ 40 bilhões, vamos ter que tirar de algum lugar

"5. "Quero pedir ao Waldez [Góes, governador do Amapá] e ao [Roberto] Requião [governador do Paraná] que digam para senadores que não querem que o país dê certo que tentem me prejudicar de outras formas. Que subam na tribuna e passem 24 horas falando mal de mim, mas não prejudiquem a parte mais pobre que será a beneficiária da CPMF."O senador José Sarney (PMDB-AP), que acompanhava Lula, mereceu do orador referências reconfortantes. O presidente lembrou que, depois da morte de Tancredo Neves, “tinha gente no PMDB que não admitia que Sarney fosse presidente.” Também no caso de Sarney, disse ele, “tinha mais gente querendo que ele não desse certo do que desse certo.”Lula não esclareceu se, a seu juízo, Sarney deu ou não deu certo. Limitou-se a afirmar que o ex-presidente “comeu o pão que o diabo amassou.” Nesse ponto, é difícil tirar-lhe a razão. É preciso lembrar que belzebu não foi o único a torcer pelo infortúnio de Sarney. O PT, à época uma combativa legenda de oposição, ajudou a amassar a massa do pão. Lula, por exemplo, chamava o hoje aliado de
“ladrão.”

Comentário:
Lula
jogou sujo! 80% dos pobres não têm cheque? Por que?
a) porque nem têm emprego;
b) guardam o dinheiro embaixo dos colchões como Collor?
c) têm cartão de crédito?
d) blá blá.....


Deu em o Globo.

A Verdade:

CPMF - Pobre paga mais do que rico

Do colunista Merval Perereira:

Ao mesmo tempo em que, no Senado, as negociações de última hora reafirmam a provável derrota do governo na prorrogação da CPMF, novos estudos técnicos demonstram que, ao contrário do que o governo alega, a contribuição atinge mais os pobres do que os ricos, e de maneira radical.
A professora Maria Helena Zockun, da Fipe, que coordenou uma proposta de reforma fiscal para a Fecomércio, aproveitou cálculos realizados pela revista da USP ano passado e converteu o peso da CPMF em proporção da renda de cada bloco de família. O estudo muito detalhado dos economistas Nelson Paes e Mirta Noemi sobre parâmetros tributários apurou quanto da CPMF incide sobre o consumo das famílias brasileiras, divididas em dez classes de renda e por tipo de consumo.
Por ser um tributo indireto em sua maior parte, as empresas repassam a CPMF para o preço dos produtos comprados pelas famílias, e assim a alíquota de 0,38% acaba virando entre 1,31% a 1,33% sobre o que gastam com consumo, não havendo praticamente diferença entre ricos e pobres, que pagam o mesmo sobre o consumo. Ao converter o peso da CPMF para cada renda familiar proporcionalmente, porém, a professora chegou a um quadro de desigualdade flagrante.
Segundo o estudo, como quem ganha menos gasta uma parcela maior de sua renda com o consumo do que os que ganham mais, e os de renda mais baixa gastam tudo que ganham e às vezes até mais, o resultado é que, em proporção de renda, os pobres pagam mais CPMF do que os ricos. Quanto maior a renda, menor a carga de CPMF, justamente ao contrário do discurso do Planalto.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Coronel Inácio


JANIO DE FREITAS, Folha de SPaulo

Cenas conhecidas JÁ OUVI , ouvimos, esse gênero de discursos que Lula adota com freqüência cada vez maior. Discursos mais vociferados do que pronunciados, com uma carga de agressividade insultuosa que até lhe transtorna o rosto, recendendo a ressentimentos que se confundem com ódios, se conscientes, inconfessáveis. Já ouvimos discursos assim de acusação e ofensa aos que divergem, de fato ou não, já ouvimos essa voz de uma prepotência que parece usar a fala porque não pode usar as mãos, o físico ou algo mais sólido, para extravasar. Já ouvimos discursos assim, mas não eram de Lula. Eram de coronéis e generais. Não, não é o empenho na aprovação deste ou daquele projeto. Nas reuniões de ares tão elegantes do Conselho de Desenvolvimento Social e Econômico, em que estão numerosos representantes da boa e da má riqueza, junto a outras representações, Lula tem atacado com palavras muito pesadas a grande parte dos conselheiros. Por ele nomeados, o que implicaria escolha ou aceitação sua, mas, apesar disso, pela condição econômica "são os que querem que os pobres continuem sendo miseráveis para os ricos (eles mesmos, os conselheiros) serem cada vez mais ricos". E lá se vão os insultos subindo de tom e volume, no cenário de um rosto de repente encharcado de suor e fúria. Sem que o tema inicial fosse ao menos empolgante, sem que intervenções ou fatos precedentes justificassem reações de autoridade ou emocionais. Nada, só a irrupção súbita da agressividade prepotente. Não há situações preferenciais para os ataques ilógicos que se multiplicam. No Espírito Santo, sexta-feira, Lula voltou às afirmações de que contra a CPMF "só é quem sonega imposto, porque é o imposto que vai detectar quem está sonegando". Há razões em favor da CPMF e razões, inclusive a do mascaramento, que a condenam. Mas, se todas as semanas, a Polícia Federal e a Receita têm apanhado praticantes de diferentes sonegações, nenhum deles foi detectado pela CPMF, que não tem tal fim. Lida, a afirmação de Lula fica apenas como mais uma das comuns inverdades a que a demagogia e o ímpeto de agredir o levam. Pela TV, como terá sido ao vivo no Espírito Santo, a sua imagem de fúria e descontrole prepotentes foi muito impressionante. Sem nexo, absolutamente nenhum, senão com o teor antidemocrático da agressão: a incapacidade de admitir a discordância e de lutar de modo franco para vencê-la. É impossível imaginar o que Lula ainda esperaria da vida, e das pessoas em geral, para enfim vencer os seus ressentimentos, tão raivosos. Em vez disso, libera-os com formas e intensidade cada vez maiores e piores. Quase certamente, um prenúncio do nível a que poderão chegar quando o segundo mandato, próximo do final, suscite o confronto entre um terceiro e um mandato alheio.
Comentário:
Os estilos dos governantes são objeto de estudo. FHC, por exemplo, sempre falava manso, dava uma risada bem debochada e olhava de esguelha. Ria da nossa cara. Sarney, diferente, mantinha o ar de presidente e literato (sic). Um estilo mais adequado ao homem público. Collor apresentou um estilo do ódio. Bradava, gritava, gesticulava.... Itamar Franco tentou manter um estilo mais brejeiro até levar uma ex-modelo ao carnaval que foi fotografada sem calcinhas. Aí, o estilo velho assanhado grudou nele.
O estilo bom mocinho incomoda, mas o estilo do Lula é bem desagradável: muitos berros. Cansam. Seus discursos de sindicalista cansam.

Agradecimentos: Marta Bellini / http://blogdamartabellini.blogspot.com/

Estamos na Venezuela???


FRASE DO DIA

“Se os senadores tiverem juízo, votam a favor da CPMF. O fato é que se fosse para ajudar os ricos ninguém votaria contra. Mas para conseguir um centavo para o povo pobre é uma guerra.”

Lula (pra variar)

Blog do Noblat: http://oglobo.globo.com/pais/noblat/

domingo, 2 de dezembro de 2007

Salve o Rei Inácio!!!


Pesquisa realizada pelo Datafolha constatou que apesar de 65% dos brasileiros rejeitar a idéia de alterar a Constituição para permitir que Lula concorra a um terceiro mandato consecutivo em 2010. O que mais chama atenção no levantamento, porém, é a revelação de que 31% dos brasileiros com direito a voto apoiariam a idéia.

Não é pouca coisa. Sobretudo considerando-se que Lula diz, em público, que não deseja permanecer no Planalto. Difícil saber, a essa altura, o que diriam os entrevistados se o presidente arregaçasse as mangas da camisa pela re-reeleição, mobilizando a máquina companheira a serviço da causa.

O Datafolha ouviu 11.741 pessoas, em 390 municípios de 25 Estados. A rejeição ao terceiro mandão é maior entre os brasileiros que ganham mais de dez salários mínimos (76%) e que têm formação universitária (78%). É menor entre os patrícios que amealham até dois salários mínimos (58%) e que só freqüentaram os bancos escolares até o ensino fundamental (58%).

Analisando-se a pesquisa pelo viés estadual, verifica-se que, em Pernambuco, onde Lula nasceu, a tese do terceiro mandato é abraçada pela maioria (51%). Nas outras unidades da federação, a maioria rejeita a idéia. A rejeição é maior nos Estados do Sul: Paraná (73% contra), no Rio Grande do Sul (72%) e Santa Catarina (também 72%). No Nordeste, região em que a clientela do Bolsa Família é maior, a rejeição à permanência de Lula cai 58%, contra 38% que admitem a re-reeleição. A rejeição média do Sudeste é de 67%. Na região Sul é de 73%.

Dividindo-se os eleitores pela filiação partidária tem-se o seguinte quadro: 51% dos entrevistados que se declaram petistas declaram-se favoráveis ao terceiro mandato de Lula. Entre os tucanos, 83% rechaçam a idéia. Mas mesmo no ninho dos que dizem ser partidários do PSDB, 15% aprovam a permanência de Lula.

Quem te viu, quem te vê!!!



















LULA ANTES DA POSSE


Nosso partido cumpre o que promete.
Só os tolos podem crer que
não lutaremos contra a corrupção.
Porque, se há algo certo para nós, é que
a honestidade e a transparência são fundamentais.
para alcançar nossos ideais
Mostraremos que é grande estupidez crer que
as máfias continuarão no governo, como sempre.
Asseguramos sem dúvida que
a justiça social será o alvo de nossa ação.
Apesar disso, há idiotas que imaginam que
se possa governar com as manchas da velha política.
Quando assumirmos o poder, faremos tudo para que
se termine com os marajás e as negociatas.
Não permitiremos de nenhum modo que
nossas crianças morram de fome.
Cumpriremos nossos propósitos mesmo que
os recursos econômicos do país se esgotem.
Exerceremos o poder até que
Compreendam que
Somos a nova política.

DEPOIS DA POSSE:

Basta ler o texto acima, DE BAIXO PARA CIMA....

sábado, 24 de novembro de 2007

É brincadeira???

Ricardo Stuckert











Primeira-dama
: Maria Emília Évora cuida das despesas de Dona Marisa. Suas faturas foram de R$ 441 mil entre janeiro e agosto de 2004 – R$ 198 mil sacados em dinheiro, é pra isso que o governo Lula tanto luta pela aprovação da CPMF.

Quem gasta mais??




Saques em dinheiro vivo no governo Lula!!!


Tribunal de Contas da União investiga uso de cartões corporativos para retiradas em espécie por funcionáriosda Presidência da República


por hugo studart


Chegou na terça-feira 16 ao gabinete do ministro Ubiratan Aguiar, do Tribunal de Contas da União, um pedido de devassa em todas as prestações de contas com cartões de crédito corporativos de funcionários do Governo Federal. Protocolada a 14 de julho no TCU, onde recebeu o número 011.825/2005, a requisição ganhou condição de processo oficial. Aguiar deve emitir um parecer e, nos próximos dias, o pedido deve ser votado pelo conjunto dos sete ministros do TCU. O que o tribunal vai decidir, em suma, é a quebra do sigilo dos cartões de crédito corporativos utilizados por funcionários do Palácio do Planalto para pagar as despesas do Gabinete da Presidência da República, da Granja do Torto – onde o presidente Lula reside com sua família – e dos ministros que assessoram diretamente o presidente. De acordo com a documentação sigilosa que dá lastro ao processo, à qual DINHEIRO teve acesso com exclusividade, o Palácio do Planalto pagou, entre janeiro e agosto do ano passado, R$ 5,5 milhões em despesas com cartões de crédito. Os gastos com cartão neste ano aumentaram. Até a última quinta-feira 18, as faturas dos cartões corporativos do governo federal somavam exatos R$ 10.268.310,98, segundo dados do Sistema de Acompanhamento Financeiro da Administração Federal (Siafi). Do total, R$ 5.670.849,53 referem-se a despesas do gabinete do presidente. O que mais inquieta os ministros do TCU, no entanto, é o volume de saques em dinheiro vivo feito por funcionários do Planalto através dos cartões corporativos. Entre janeiro e agosto de 2004, de um total de R$ 3,2 milhões em faturas, esses funcionários sacaram R$ 2,2 milhões em espécie – o outro R$ 1 milhão foi usado para pagamento de despesas, aquela que deveria ser a função primordial dos cartões. Este ano, a prática continua disseminada, mantendo a proporção. Dados do Siafi mostram que, dos R$ 10,2 milhões movimentados até a última quinta-feira, R$ 6,8 milhões foram retirados em dinheiro vivo. O valor dos pagamentos efetuados diretamente com cartões é a metade, R$ 3,4 milhões. Ou seja, os saques em dinheiro vivo representaram, em média, dois terços das faturas dos cartões.

A descoberta, pelo TCU, de que em vez de quitar as despesas do gabinete presidencial com o cartão de crédito, os assessores do presidente Lula mantêm o procedimento de sacar dinheiro vivo ocorre no momento em que o Congresso investiga movimentações em cash por políticos e partidos. “Os cartões corporativos foram adotados justamente para aumentar o controle e a transparência”, lembra o procurador Marinus DeVries Marsico, representante do Ministério Público no TCU e autor do pedido de quebra de sigilo dos cartões do Planalto. “Esses saques são exagerados, são cheques em branco, um artifício que desvirtua o uso dos cartões”. O relator do processo, Ubiratan Aguiar, também se mostra impressionado: “O tema é tão relevante que merece máxima celeridade”, promete. “As explicações do governo não são suficientes, os procedimentos adotados não são adequados e a possibilidade de irregularidade é real”, diz o ministro Marcos Vilaça, autor de acórdão sobre o tema publicado pelo TCU na virada do ano. Desde que Lula tomou posse, as faturas do governo com cartões corporativos, sem prestação de contas ao TCU, já somaram R$ 18,7 milhões.

Para ajudar os ministros a decidir a quebra do sigilo dos cartões do Planalto, o auditores do tribunal elaboraram uma relação de todos os funcionários que receberam cartões corporativos. O presidente Lula não tem cartão, nem a primeira-dama Marisa Letícia, nem qualquer ministro ou autoridade conhecida. Somente um grupo de funcionários de carreira, que trabalham como assessores diretos no governo, ganhou cartão. No primeiro ano do governo Lula, 53 servidores do Planalto portavam cartões. A partir de 2004, o número foi reduzido para 48. Chamados de “ecônomos”, eles têm por tarefa tanto fazer as pequenas compras de lanches e papelaria do Planalto, do Palácio da Alvorada e da Granja do Torto, como acompanhar o presidente em suas viagens, pagando as despesas com hotel, alimentação e transporte da comitiva. Os auditores também produziram um documento com a relação de cada um desses ecônomos, nome, CPF, a unidade da Presidência em que servem – e o volume de saques em dinheiro vivo de cada um, assim como os gastos pagos com cartão. Feito por amostragem e com base em dados do Siafi, o levantamento cobre o período entre janeiro e agosto de 2004. Nele, alguns servidores, principalmente os lotados junto à Presidência, destacam-se pelo volume de gastos e saques.


De acordo com o documento, o funcionário Clever Pereira Fialho, CPF 265.787.941-53, lotado junto ao presidente, é o campeão absoluto dos gastos. Suas faturas no período somaram mais de R$ 1 milhão – sendo que os saques em dinheiro vivo foram de R$ 226,9 mil. DINHEIRO apurou que Clever é hoje o ecônomo titular do presidente. Lula também trabalha em revezamento com outros oito ecônomos, como Anderson Pereira de Aguiar (saques de R$ 239,3 mil), José Roberto Possa (saques de R$ 205,9 mil) e Ademar Paoliello Freire (saques de R$ 199,1 mil). No total, os nove ecônomos de Lula sacaram no período R$ 1,510 milhão – uma média de R$ 189 mil mensais. Outro nome que chamou a atenção dos auditores é o de Maria Emília Matheus Évora, CPF 389.868.251-04. Nos oito meses examinados pelo TCU, ela movimentou com o cartão R$ 441,5 mil – os saques em dinheiro foram de R$ 198,1 mil, numa média de R$ 24,8 mil mensais. DINHEIRO apurou junto a duas pessoas com assento no Planalto que Maria Emília, titular da equipe precursora que cuida das viagens do presidente, é a ecônoma destacada para cobrir as despesas da primeira-dama. A mulher do presidente está sempre acompanhada de sargentas do Exército – e são as sargentas que acertam suas contas com Maria Emília. Na semana passada, dois colunistas – Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, e Giba Um, que mantém um site na internet – publicaram simultaneamente a informação de que Marisa Letícia costuma pagar com cartões de crédito corporativos suas visitas ao cabeleireiro Wanderley Nunes, que atende em um mega-salão no Shopping Iguatemi, em São Paulo. O Planalto desmentiu. Wanderley também. Ele disse que, desde a campanha eleitoral, corta o cabelo de Marisa de graça. “Nunca cobrei dela, porque acima de tudo é minha amiga”, assegurou ele – tempos atrás, o mesmo cabelereiro chegou a declarar que a primeira-dama fazia questão de pagar os cortes à vista. Ato contínuo à publicação das notas, o presidente do Senado, Renan Calheiros, enviou requerimento do PSDB ao Planalto pedindo explicações sobre os gastos com cartões corporativos. No início da tarde de quarta-feira 17, os documentos do TCU obtidos pela DINHEIRO foram enviados por fax para Secretaria de Imprensa da Presidência da República, que os encaminhou para a assessoria da ministra Dilma Rousseff, da Casa Civil. Até a tarde de sexta-feira 19, o Planalto não havia se manifestado sobre o assunto. Procurada por DINHEIRO, Maria Emília disse que não poderia dar entrevistas e que qualquer informação deveria ser prestada pela Secretaria de Imprensa da Presidência.


Fonte: ISTO É DINHEIRO


Este é um país que vai pra frente














Evolução Petista








A CPMF e a farra dos gastos secretos

POR Ruy Fabiano

Brasília (21 de novembro) - O governo Lula pleiteia no Senado Federal a aprovação de nova prorrogação da CPMF. Não vem ao caso lembrar as contradições que cercam esse tributo, a começar pelo nome: não é contribuição, por ser compulsório; nem provisório, por não ter fim. Hoje, é defendido por quem no passado o execrava - e atacado por quem antes o defendia. Nisso, governo e oposição se igualam, investindo com a mesma cara-de-pau na amnésia do contribuinte. Vejamos, porém, em que ambiente tal postulação se faz. A ONG Contas Abertas acaba de constatar que nos últimos três anos as despesas com pessoal no gabinete do presidente da República mais que duplicaram. A assessoria de Lula em 2004 era composta de 68 pessoas, com salários acima de R$ 6 mil. Não era exatamente uma assessoria enxuta. Basta dizer que já não cabia nos espaços palacianos a ela destinados. Pois bem: mesmo assim, aumentou. Passou para 149 integrantes. Nada menos - e há mais. Além da "assessoria particular", há ainda a "equipe de apoio". Mistério dos mistérios: o que distinguirá um "assessor particular" de um integrante da "equipe de apoio"? Enquanto não se descobre, saiba-se que nesse segundo quesito havia, em 2004, 28 pessoas. Hoje, o número quase dobrou: 49 pessoas. E o detalhe: a ONG informa que "quase todos" - assessores e "apoiantes" - são egressos do meio sindical, circunstância que dispensa comentários, por ser auto-explicável. Mas não é tudo. Essa vasta falange de auxiliares atua no Palácio do Planalto. Mas há ainda a turma do Palácio da Alvorada, residência oficial do presidente. Lá, há mais 60 servidores, além da equipe de segurança. Diante disso, não é de estranhar que as contas da Presidência da República tenham subido - e substantivamente. A ONG Contas Abertas diz que passaram, nestes três anos, de R$ 223 milhões anuais para R$ 350 milhões - mais de 70 vezes o investimento no programa de eletrificação rural Luz para todos. O mais grave, porém, não são os valores, mas o fato de que não há meios de auferir a natureza dos gastos. As contas da Presidência, que agora incluem propaganda governamental (!), são em boa parte rotuladas como "secretas". Há aí uma contradição em termos: como algo pode ser simultaneamente público e secreto? Não se trata de gasto com arma estratégica ou operação militar sensível à segurança nacional que, nesses termos, justificasse sigilo contábil circunstancial. Não, trata-se de despesas rotineiras de manutenção de estrutura de apoio de repartição do Estado. Por que o gasto com cartões de crédito de assessores do presidente da República é secreto? Por que assessores do presidente da República têm cartões de crédito bancados pelo Estado? Ano passado, a secretaria da Presidência da República gastou R$ 4,9 milhões com cartões de crédito, dos quais R$ 4,8 milhões estão protegidos pelo rótulo de "secretos". Por quê? Um governo (qualquer governo) que postula aumento de impostos - e CPMF é na prática imposto - deve no mínimo clareza em seus gastos. Não é, como se vê, o caso. Mas os gastos na esfera íntima da Presidência da República não são os únicos inacessíveis ao contribuinte. Há muitas outras zonas cinzentas que passam ao largo do Tribunal de Contas da União (TCU), como os gastos dos dirigentes das estatais, das embaixadas e consulados brasileiros no exterior. A propósito, as estatais vão abocanhar ano que vem (está no Orçamento da União para 2008) nada menos que R$ 782,3 bilhões - mais que o ganho anual integral de 19 CPMFs. Como irão gastá-los, saberemos apenas em parte. Não obstante, pagaremos a conta integralmente.

Fonte: Correio Braziliense.

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

A falta que o PT faz, Por Ricardo Noblat

Imagine só o barulho que o PT não teria feito no Congresso, nas Assembléias Legislativas e Câmaras Municipais se o presidente da República, seu adversário, tivesse celebrado a compra de 20 aviões por uma empresa que quebraria menos de três meses depois, desempregando mais de mil funcionários e deixando milhares de passageiros com bilhetes pendurados na broxa?

Quantos dos passageiros sem assento não compraram seus bilhetes confiados no aval dado pelo presidente à empresa? Será que a precária situação financeira da empresa era ignorada pelo governo a menos de três meses de sua falência? E que governo é esse que não sabe o que se passa com uma empresa de aviação prestigiada pelo presidente da República?

Isso poderia configurar crime de responsabilidade. E ser objeto de uma ação popular.

Para infernizar a vida do seu adversário, o PT não deixaria passar uma ocasião assim por nada deste mundo.

Pois bem: Lula visitou a fábrica da Embraer de São José dos Campos em 21 de agosto último. E lá comemorou a compra de 20 jatos pela BRA. Alguns trechos do discurso dele:

(...) Há pouco mais de 3 anos estive aqui para o lançamento da Família Embraer 170-190, que é um sucesso extraordinário da indústria nacional. Hoje, comemoramos a assinatura de um contrato entre a empresa BRA e a Embraer para a compra de 20 jatos Embraer 195, no valor de 730 milhões de dólares, ou cerca de 1 bilhão e meio de reais. O contrato se refere a mais de 20 opções do mesmo modelo, o que pode elevar o seu valor a 1 bilhão e 460 milhões de dólares.

(...) Este é um fato muito importante. Na verdade, e por várias razões, um marco na aviação brasileira. E, aqui, eu queria dizer à direção da BRA que possivelmente hoje ficará marcado como o dia em que as empresas aéreas brasileiras descobriram a Embraer.

(...) Pois bem, eu penso que a BRA está dizendo claramente o seguinte: nós temos uma empresa de ponta, que produz um produto de ponta e que atende plenamente os desejos do mercado nacional, com autonomia para voar de Porto Alegre ao Ceará em vôo direto e com conforto. E, possivelmente, o gesto que a BRA está fazendo neste momento será repetido por outras empresas.

(...) Então, essa combinação que a BRA está fazendo nesse instante [compra de aviões de médio porte e vôos regionais] pode significar uma novidade extraordinária e uma revolução no conceito da aviação brasileira. Eu tenho certeza de que nesses próximos anos a BRA vai colher com o lucro e com o crescimento do número de clientes pela aposta certa que está fazendo de acreditar cada vez mais na aviação regional.

(...) A BRA está dando uma demonstração de que não é apenas o coração que é brasileiro ou a cabeça que é brasileira, ela é uma empresa que acredita no crescimento da oferta de passageiros neste País para cumprir a demanda que eles vão oferecer.

Ontem à tarde, no Senado, Heráclito Fortes (DEM-PI) contou que no último sábado foi abordado por um homem em desespero no aeroporto de Brasília. Ouviu dele que comprara sete passagens da BRA para viajar de férias no fim do ano com toda a sua família.

- Por que o senhor comprou com tanta antecipação passagens de uma companhia de terceiro nível para uma viagem de férias? - perguntou Heráclito.

- Por um motivo muito simples: há um mês e meio, eu vi o presidente da República sendo fotografado ao lado do presidente dessa companhia e anunciando o financiamento de vinte aviões pelo BNDES. O Presidente, ali, avalizava. Era o garoto-propaganda não só da companhia aérea, mas também daquela negociação - respondeu o homem aflito.

A história contada por Heráclito não sensibilizou a maioria dos seus pares, ocupada com manobras de última hora para a votação amanhã na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado da emenda que prorroga a cobrança da CPMF.

Cadê o PT, gente?

Quanta falta ele faz ao país...

É uma Lula?? Ou é um Polvo??

Depois de afirmar que não existiu mensalão, que a saúde no Brasil é quase um modelo de perfeição e que não existe no país ninguém mais ético do que ele (será que ele não quis dizer etílico??) O nosso presidente agora defende seu melhor amigo de trapalhadas, afirmando que existe democracia na Venezuela!!, só falta o nosso apedeuta presidente lançar um programa tipo: BOLSA PAPAI-NOEL!!!

Por Alex Joseph.


Abaixo matéria publicada no jornal Folha de São Paulo, pelo eminente jornalista Josias de Souza.

Em entrevista que concedeu nesta quarta-feira (15), Lula tratou o compañero Hugo Chávez com extremo respeito. Elogiou-lhe a dignidade. Enalteceu-lhe a compostura democrática. Ou seja, o presidente brasileiro estava completamente fora de si.

Num instante em que parte do Congresso, à frente o protogovernista José Sarney, ameaça vetar o ingresso da Venezuela no Mercosul, sob a alegação de que o vizinho não respeita os valores democráticos, Lula saiu em defesa do amigo: "Podem criticar o Chávez por qualquer outra coisa. Inventem uma coisa para criticar o Chávez. Agora por falta de democracia na Venezuela não é. Estou há cinco anos no poder. Vou chegar a oito anos. Eu participei de duas eleições. O que eu sei é que a Venezuela já teve três referendos, já teve três eleições não sei para onde, já teve quatro plebiscitos. O que não falta é discussão.” Sem medo de ser feliz, Lula defendeu o direito de Chávez de alterar a Constituição para obter um “terceiro mandato.” Insinuou que os críticos são movidos a preconceito. “Por que ninguém se queixou quando Margaret Thatcher [ex-primeira-ministra britânica, que deu as cartas entre 1979 e 1990] ficou tantos anos no poder?” Um dos repórteres esfregou o óbvio na cara de Lula. Lembrou que a Grã-Bretanha vive sob regime parlamentarista. Ou seja, o primeiro-ministro pode ser destituído a qualquer momento pelo Parlamento. Lula não se deu por achado: “É continuidade, não tem nada de distinto. Muda apenas o sistema, o regime, de presidencialista para regime parlamentarista. Não importa o regime, mas o exercício do poder.” Mencionou, além de Tatcher, dois outros ex-chefes de Estado de regimes parlamentaristas: o espanhol Felipe Gonzalez e o alemão Helmut Kohl. E injetou um abacaxi, o francês François Miterrand, no cesto de abóboras. “Ninguém se queixa do Felipe González, que ficou tantos anos; ninguém se queixa do Mitterrand, que ficou tantos anos; ninguém se queixa do Helmut Kohl, que ficou quase 16 anos”, disse Lula. Quando escora seu argumento na trajetória de ex-primeiros-ministros longevos, Lula apenas tortura os meios para atingir um fim. Quando enfia Mitterrand na tortuosa peroração que erigiu para defender impensável, levou às últimas conseqüências a ofensa à lógica. A França é República semi-presidencialista. Eleito pelo povo, o presidente nomeia o primeiro-ministro. François Mitterrand presidiu a França por 14 anos (1981-1995) porque obteve do povo dois mandatos. Mandatos que a Constituição da França fixa em sete anos. Desceu ao verbete da enciclopédia sem enodoar a biografia com alterações constitucionais de fancaria. Fez dois governos dignos de críticas, sobretudo o segundo. Mas não merece a desfeita de ser comparado a Chávez. De resto, Lula considerou que “não houve exagero” da parte de Chávez ao chamar o ex-primeiro-ministro espanhol José María Asnar de “fascista”. “Houve uma fala do Chávez, que o rei achou que era demais, que era uma crítica ao ex-primeiro-ministro da Espanha que tinha apoiado o golpe venezuelano no primeiro momento. Essas coisas acontecem. Obviamente, a diferença qual é? Que o rei estava na reunião. Quem falou ‘cala-te’ foi o rei, não foi um de nós, porque, entre nós, nós divergimos muito”. As considerações de Lula vieram no vácuo dos últimos rugidos de Chávez na direção da Espanha. Bramidos tonificados por um sussuro de Evo Morales, o presidente da Bolívia. Chávez tem todo o direito de cultivar sobre Aznar a opinião que bem entender. Eleito democraticamente, foi vitimado, em 2002, por um golpe de generais sem tropa, apoiados por bando de empresários oportunistas, amparados por um naco de mídia parcial. Coisa inaceitável. Tão reprovável quanto o fracassado golpe que o coronel Chávez tentara aplicar dez anos antes, em 1992. O que se discute é a má educação do compañero. Valer-se de uma cúpula internacional, realizada em terra estranha, para jogar na cara de José Luís ‘Exijo Respeito’ Zapatero e de Juan ‘Por que não te calas’ Carlos um episódio que não lhes diz respeito é coisa de histrião desgovernado. Lula disse: “Se nós dermos menos palpite nas regras do jogo dos outros países e olharmos o que nós estamos fazendo, todos nós sairemos ganhando.” Tem razão. Mas daí a considerar a Venezuela de Chávez um exemplo de democracia vai enorme distância.

Escrito por Josias de Souza
Fonte: Folha de São Paulo.