sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Abençoada??


‘Curada’ do câncer, Dilma ora com o casal Hernandez

Dilma é abençoada por líder da Renascer

TÂNIA MONTEIRO - Agencia Estado

BRASÍLIA - Em um movimento de aproximação com o eleitorado evangélico, a ministra Dilma Rousseff, da Casa Civil, recebeu hoje líderes de várias igrejas, que participaram da cerimônia de sanção da lei que cria o dia nacional da marcha evangélica.

Entre os presentes, o casal Estevam e Sônia Hernandes, da Igreja Renascer em Cristo, que retornou ao Brasil há um mês dos Estados Unidos após cumprir pena por não declarar US$ 56 mil ao entrar naquele país.

Antes do início da cerimônia, Estevam Hernandes fez questão de puxar uma oração pela saúde da ministra Dilma, que hoje deu entrevista dizendo que está curada do câncer linfático.

Dilma é a candidata do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência em 2010.

É Possível??

domingo, 23 de agosto de 2009


O desafio de Mercadante
De Gerson Camarotti e Adriana Vasconcelos:

O recuo de última hora para permanecer no cargo e a posição errática do líder do PT, Aloizio Mercadante (SP), durante a crise do Senado só ampliaram suas dificuldades para conduzir o partido daqui para a frente. Os problemas não são pequenos: racha na bancada, estremecimento do diálogo com o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), forte rejeição do PMDB, além das divergências com o Planalto e com o PT.
Os aliados questionam sua capacidade para retomar a autoridade de líder. Mercadante, em seu discurso, reiterou suas diferenças com a direção do PT e com o governo. E admitiu que cometeu erros que poderão inviabilizar sua interlocução com Sarney e com líder do PMDB, Renan Calheiros (AL).
- Eu perdi uma certa condição de interlocução política nesta Casa, por exemplo com o presidente Sarney. É evidente! É muito mais difícil ser líder nessas condições, depois de uma crise como essa - discursou.
Os poucos senadores que o ouviram no plenário consideraram um erro a permanência no cargo. Para Cristovam Buarque (PDT-DF), a sensação que ficou do discurso de Mercadante é de houve um "chamado de Deus", no caso, o presidente Lula.

Ah! Se fosse verdade!!




Deu na Veja

Carlos Augusto Montenegro é um dos mais experientes analistas do cenário político nacional. Presidente do Ibope, empresa que virou sinônimo de pesquisa de opinião pública no Brasil, ele acompanhou com lupa todas as eleições realizadas no país desde a volta à democracia, em 1985.

Agora, faltando pouco mais de um ano para a sucessão presidencial, Montenegro faz uma análise que o consagrará se acertar. Se errar? Bem, dará às pessoas o direito de igualarem seu ofício às brumas da especulação.

Em entrevista ao editor Alexandre Oltramari, Montenegro aposta que o governo, apesar da imensa popularidade do presidente Lula, não conseguirá fazer o sucessor – no caso, a ministra Dilma Rousseff. Também afirma que o PT está em processo de decomposição.

O que os acontecimentos da semana passada revelaram sobre o PT?

Que o partido deu um passo a mais na direção de seu fim. O PT passou vinte anos dizendo que era sério, que era ético, que trabalhava pelo Brasil de uma maneira diferente dos outros partidos. O mensalão minou todo o apelo que o PT havia acumulado em sua história. Ali acabou o diferencial. Ali acabou o charme. Todas as suas lideranças foram destruí-das. Estrelas como José Dirceu, Luiz Gushiken e Antonio Palocci se apagaram. Eu não diria que o partido está extinto, mas está caminhando para isso.

Mas por trás do apoio ao PMDB e ao senador Sarney não está exatamente um projeto de poder do PT?

É um projeto de poder do presidente Lula.
O desempenho eleitoral do PT depois do mensalão foi um vexame. Em 2006, com exceção da Bahia, o partido só venceu em estados inexpressivos. Nas eleições municipais de 2008, entre as 100 maiores cidades, perdeu em quase todas. Lula sempre foi contra a reeleição e só resolveu disputá-la para tentar salvar o PT. Sua reeleição foi um plebiscito para decidir se deveria continuar governando mais quatro anos ou não. Mas tudo indica que agora ele não fará o sucessor justamente por causa da mesmice na qual o PT mergulhou.

Ao contrário do que muita gente acredita, o senhor aposta que Lula, mesmo com toda a popularidade, não conseguirá eleger o sucessor.

Uma coisa é ele participar diretamente de uma eleição. Outra, bem diferente, é tentar transferir popularidade a alguém. Sem o surgimento de novas lideranças no PT e com a derrocada de seus principais quadros, o presidente se empenhou em criar um candidato, que é a Dilma Rousseff. Mas isso ocorreu de maneira muito artificial. Ela nunca disputou uma eleição, não tem carisma, jogo de cintura nem simpatia. Aliás, carisma não se ensina. É intransferível. "Mãe do PAC", convenhamos, não é sequer uma boa sacada. As pessoas não entendem o que isso significa. Era melhor ter chamado a Dilma de "filha do Lula".

Porém já existem pesquisas que colocam Dilma Rousseff na casa dos 20% das intenções de voto.

A Dilma, em qualquer situação, teria 1% dos votos. Com o apoio de Lula, seu índice sobe para esse patamar já demonstrado pelas pesquisas, entre 15% e 20%. Esse talvez seja o teto dela. A transferência de votos ocorre apenas no eleitorado mais humilde. Mas isso não vai decidir a eleição. Foi-se o tempo em que um líder muito popular elegia um poste. Isso acontecia quando não havia reeleição. Os eleitores achavam que quatro anos era pouco e queriam mais. Aí votavam em quem o governante bem avaliado indicava, esperando mais quatro anos de sucesso.

Diante do quadro político que se desenha, quais são então as possibilidades dos candidatos anunciados até o momento?

Faltando um ano para as eleições, o governador de São Paulo, José Serra, lidera as pesquisas. Ele tem cerca de 40% das intenções de voto. Em 1998, também faltando um ano para a eleição, o líder de então, Fernando Henrique Cardoso, ganhou. Em 2002, também um ano antes, Lula liderava – e venceu. O mesmo aconteceu em 2006. Isso, claro, não é uma regra, mas certamente uma tendência. Um candidato que foi deputado constituinte, senador, ministro duas vezes, prefeito da maior cidade do país e governador do maior colégio eleitoral é naturalmente favorito.
Ele pode cair? Pode. Mas pode subir também.

A entrada em cena de Marina Silva, que deixou o PT para disputar a eleição presidencial pelo PV, altera o quadro sucessório?

A Marina é a pessoa cuja história pessoal mais se assemelha à do Lula. É humilde, foi agricultora, trabalhou como empregada doméstica, tem carisma, história política e já enfrentou as urnas. Além disso, já estava preocupada com o meio ambiente muito antes de o tema entrar na agenda política. Ela dificilmente ganha a eleição, mas tem força para mudar o cenário político. Ser mulher, carismática e petista histórica é sem dúvida mais um golpe na candidatura de Dilma.

Na hora de votar, o eleitor leva em consideração o perfil ético do candidato?

Uma pesquisa do Ibope constatou que 70% dos entrevistados admitem já ter cometido algum tipo de prática antiética e 75 % deles afirmaram que cometeriam algum tipo de corrupção política caso tivessem oportunidade. Isso, obviamente, acaba criando um certo grau de tolerância com o que se faz de errado. Talvez esteja aí uma explicação para o fato de alguns políticos do PT e outros personagens muito conhecidos ainda não terem sido definitivamente sepultados.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Duas Caras


Deu na Folha de S. Paulo

Mentira tem perna curta

De Eliane Cantanhêde:

A Casa Civil da Presidência é um local fantástico, onde tudo acontece, mas nada acontece. Fiquemos no governo Lula, com José Dirceu e Dilma Rousseff.
O braço direito de Dirceu, Waldomiro Diniz, saiu da oposição para a situação e da condição de acusador para a de acusado ao pedir propina para banqueiro de bicho. Mas o chefe Dirceu não sabia de nada.
Quando estourou o mensalão, ele também disse que não sabia de nada. Até vir a público sua agenda no Planalto, mostrando reuniões curiosas de presidentes de empresas e de bancos com presidente e tesoureiro de partido político.
Agora, esse disse-que-disse entre Dilma e Lina Vieira, ex-chefe da Receita, sobre um encontro sigiloso das duas e um suposto pedido para a Receita "agilizar" (seria enterrar?) processos contra o filho de Sarney. Lina insiste que houve o encontro, e a sua então chefe de gabinete corrobora a versão. Mas Dilma diz que não sabe nada disso.
É a palavra de uma contra outra, mas circunstâncias e precedentes favorecem a versão de Lina Vieira.
Primeiro, porque ela diz que não aceitou a ordem, sugestão, ou seja lá o que for -o que, pelo menos, dá sentido à sua súbita demissão.
Segundo, porque Dilma já passou por isso. O primeiro presidente da Anac, Milton Zuanazzi, vivia no Planalto e não dava um passo sem consultar a ministra. O compadre de Lula, metido com aviação, também visitava bastante a Casa Civil.
Mas Dilma jurou que não tinha nada a ver com a salvação da "insalvável" Varig e não sabia de nada. E, quando Erenice Guerra (de alguma forma a sua Waldomiro) se enroscou com o dossiê, ou "banco de dados", contra FHC e sua mulher, Dilma também não sabia.
Diante de tantas crises de memória, só há uma solução: aos fatos! À agenda e às fitas do entra-e-sai do Planalto. Alguém está mentindo. E mentira, como a agenda de Dirceu confirmou, tem perna curta.
Ah! Quem deu a agenda de Dirceu para a CPI foi sua sucessora, Dilma.
Enviado por Ricardo Noblat

Comentário

Piada!
A oposição propõe uma acareação entre Dilma Roousseff, chefe da Casa Civil, e Lina Vieira, ex-secretária da Receita Federal.
Lina disse que se reuniu com Dilma e ouviu dela um pedido para apressar as investigações em torno dos negócios suspeitos de Fernando, filho do senador José Sarney (PMDB-AP).
Dilma nega o encontro e o pedido.
Nunca que o governo permitirá a acareação. E a oposição não tem votos suficientes para forçá-la.
Se puder, o governo dará um jeito para que Lina não deponha na Comissão da Constituição e Justiça do Senado.
Coitada da Lina. Sempre foi petista. Deve estar sofrendo uma brutal pressão para não ir depor.
Não me espantaria que não fosse.

domingo, 9 de agosto de 2009

Lula = Sarney



Cada político tem da Polícia Federal a inquisição que merece. No caso de Sarney, o Santo Ofício policial parece hesitar em recorrer à fogueira.

Na última quarta (5), em seu discurso de autodefesa, Sarney tentou tomar distância de Zuleido Veras, o dono da Gautama.

O senador disse que não se avistou com o personagem mais do que um par de vezes. Se tanto.

Outrora um empreiteiro festejado, Zuleido caiu em desgraça no ano da graça de 2007. Seu prestígio foi lanhado pela Operação Navalha, da PF.

O caso produziu algumas consequências.

Entre elas a demissão do ministro Silas Rondeau, um amigo que Sarney acomodara na pasta de Minas e Energia.

O inquérito prossegue, contudo. Já lá se vão dois anos. O governo Lula já dobra a última curva, entra na reta final. E nada das conclusões.

Quem folheia os autos fica impressionado com o cheiro de PMDB que exala das folhas.

Zuleido fez fortuna tocando obras públicas. Entre elas o aeroporto de Macapá, a capital do Amapá, Estado que o ex-maranhense Sarney adotou como seu.

O empreendimento foi licitado pela Infraero em 2004. Deu-se depois de um pedido de Sarney a Lula.

As planilhas de custos estão apinhadas de suspeitas. A começar por um suposto superfaturamento que roça a casa dos R$ 50 milhões.

Vasculha daqui, escarafuncha dali, a PF logrou reunir um feixe de indícios que impressiona.

São diálogos telefônicos, contratos, depósitos bancários e até uma planilha de rateio de verbas com aparência de lista de propinas.

Um dos papéis recolhidas pela PF contém lista contribuições de campanha eleitoral feitas pela Gautama de Zuleido no Amapá de Sarney. Coisa de R$ 500 mil.

O documento sugere que o rateio foi feito seguindo as orientações de um personagem identificado por um par de letras: “PR”.

Para a PF, são as iniciais de presidente. Em seus relatórios, a polícia dá nome ao boi: José Sarney.

Personagem identificado como José Ricardo, um lobista da Gautama, chegava a despachar no gabinete de Sarney, informam os escritos da PF.

Chama-se Ernane Sarney a pessoa encarregada de realizar a cobrança dos pagamentos. Vem a ser irmão de José Sarney.

Há no inquérito a transcrição de um diálogo travado entre Ernane Sarney e uma pessoa que a PF identifica como tesoureiro da Gautama. A certa altura, o irmão de Sarney soa impaciente:

"Vocês estão me enrolando. Já não estava tudo na mão? Eu tô com a corda no pescoço aqui, rapaz, o doutor também tá com a corda no pescoço".

A PF manuseou a cópia de um depósito de Zuleiro para Ernane: R$ 30 mil.

Apalparam-se também depósitos para assessores de expoentes da bancada do PMDB no Senado: Renan Calheiros, Valdir Raupp e... Roseana Sarney.

As mãos dos investigadores tocaram também anotações que sugerem repasses de R$ 512 mil a Romero Jucá, o líder de Lula no Senado.

Senadores só podem ser investigados mediante autorização expressa do STF. Algo que precisa ser solicitado pelo procurador-geral da República.

Na semana passada, referindo-se especificamente a Sarney, o procurador-geral Roberto Gurgel disse que não há vestígio de pedido relacionado a Sarney.

Uma informação que o pseudopresidente do Senado cuidou de injetar em seu discurso. Assim, um gigantesco e roliço ponto de interrogação bóia na atmosfera de Brasília:

O que diabos estão esperando a PF e os procuradores de primeiro grau que acompanham as apurações para fazer a solicitação?

Como se fosse pouco, os repórteres Leonardo Souza e Andreza Matais informam que a ministra-candidata Dilma Rousseff tentou cavar na Receita o fim de um calvário da família Sarney.

As empresas dos Sarney encontram-se sob investigação do fisco. Recém-demitida, a ex-leoa Lina Maria Vieira contou aos repórteres que Dilma lhe pedira
pressa.

Escrito por Josias de Souza: http://josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br/

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Até Quando Catilina?





Nova contribuição de Lula à melhoria dos costumes
De O Globo:

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a defender nesta quinta-feira que é preciso investigar as denúncias contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), antes de julgá-lo.
Em entrevista à Rádio Globo de São Paulo, Lula afirmou que "não se pode vender tudo como se fosse um crime de pena de morte", ao ser questionado sobre o vazamento das gravações da Polícia Federal (PF) que mostram as ligações de Sarney com o escândalo dos atos secretos na Casa:
- É preciso saber o tamanho do crime. Não se pode vender tudo como se fosse um crime de pena de morte. Uma coisa é você matar, outra coisa é você roubar, outra coisa é você pedir emprego, outra é fazer lobby - acrescentou.o presidente.
As conversas, publicadas pelo jornal "O Estado de S.Paulo", mostram Fernando Sarney, filho do senador, pedindo a interferência do pai junto ao então diretor-geral da Casa, Agaciel Maia, para garantir a nomeação do namorado da filha Maria Beatriz Sarney, a Bia, para um cargo na instituição.
O rapaz acabou nomeado por ato secreto.
A pressão para que Sarney renuncie ao cargo voltou a crescer após a divulgação das gravações. Mas, segundo Lula, a existência de uma denúncia não significa que o acusado deve renunciar ao posto.
- Eu não posso entender que cada pessoa que tem denúncia tem que renunciar o seu cargo, antes de ser julgado, investigado - afirmou.
Leia mais em 'Não se pode vender tudo como se fosse um crime de pena de morte', diz Lula sobre gravação envolvendo família Sarney




De Cícero para Catilina


O primeiro discurso de Cícero contra Catilina. O discurso foi proferido em 8 de Novembro de 63 a.C. no Templo de Júpiter no monte Capitolino de Roma

"Até quando, ó Catilina, abusarás da nossa paciência? Por quanto tempo ainda há-de zombar de nós essa tua loucura? A que extremos se há-de precipitar a tua audácia sem freio?"


sexta-feira, 17 de julho de 2009

UNE Vendida


Presidente da UNE evita fazer criticas a Lula

De Chico de Gois, em O Globo:

A presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Lúcia Stumpf,, evitou criticar nesta quinta-feira o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP) , e aos senadores Renan Calheiros (PMDB-AL) e Fernando Collor (PTB- AL).
Embora, tenha afirmado que a entidade é contra a atuação desses parlamentares.
- Não temos relação com a declaração do presidente Lula sobre Collor, Renan e Sarney - disse Lúcia Stumpf.

Na Verdade:

UNE recebe do governo verba 54% maior do que em 2008

Brasília – A União Nacional dos Estudantes (UNE), uma das entidades que integram a base política do PT e do atual governo, recebeu 54% a mais em recursos federais este ano do que em todo o ano passado. Em 2008, a liberação de verbas para a instituição somou R$ 1,61 milhão, enquanto em 2009 o valor já supera a cifra de R$ 2,49 milhões. Os dados são do Portal da Transparência.

Patrocinada pela Petrobras, UNE faz manifestação contra CPI

Informa a Folha:


“Com uma manifestação em defesa da Petrobras e contra a CPI no Senado para investigar a empresa, começa hoje o 51º Congresso da UNE (União Nacional dos Estudantes), que tem entre os patrocinadores a própria estatal, que direcionou R$ 100 mil ao evento.

A proximidade entre o governo e a entidade se reflete também em cargos. Dos últimos cinco ex-presidentes da UNE, quatro estão em postos de confiança no governo Lula”.

O erro começa quando o fato de a UNE ser aliada dos partidos de esquerda faz com que ela se cale frente aos erros cometidos por estes quando estão no poder. A aliança se torna, na realidade, cooptação, e isso sim é inaceitável.

A UNE teria, obviamente, que lutar pelo fim das irregularidades dentro da Petrobras, e não, pelo fim da CPI. Só mesmo uma UNE alinhada com o governo federal se presta a lutar contra uma investigação. E não é possível para a cúpula atual da entidade alegar que se opõe ao enfraquecimento da Petrobras que poderá advir da CPI. Nós todos sabemos que não é bem assim e que não é bem esse o medo do governo.


Que a UNE volte a ser um braço político dos estudantes e não uma mera instituição cooptada e calada com verbas pelo governo federal.

Fonte; http://perspectivapolitica.com.br/

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Meu Garoto



De Clarissa Oliveira, da Agência Estado:

Em Alagoas, Lula faz elogios a Collor e a Renan


Em lados opostos na eleição de 1989, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Fernando Collor de Mello escolheram a terra do ex-presidente para mostrar que deixaram definitivamente as diferenças de lado.
Hoje, em visita à pequena cidade de Palmeira dos Índios, no interior de Alagoas, Lula fez elogios de sobra ao, hoje, aliado. Ainda assim, criticou em sua fala o "compadrio" de políticos que o antecederam.
Logo na abertura do discurso, o presidente agradeceu a Collor e ao também senador Renan Calheiros (PMDB-AL) pela ajuda que eles têm prestado ao governo no Congresso.
"Quero fazer Justiça ao senador Collor e ao senador Renan, que têm dado sustentação ao governo em seu trabalho no Senado", afirmou Lula. Renan, apesar de mencionado por vários participantes do evento, não estava presente.
Alguns minutos depois, Lula voltou a elogiar Collor e até se comparou ao ex-presidente. Ao falar sobre sua afinidade com o povo nordestino, o presidente mencionou Juscelino Kubitschek e incluiu Collor na equação. "Não era habitual neste País os presidentes percorrerem o Brasil. Além do Collor, que é de Alagoas, o único presidente a vir aqui foi Juscelino Kubitschek."
Já ao dizer que seu governo não define investimentos de acordo com a filiação política dos governos regionais, o presidente completou: "Antes, em vez de se governar, fazia-se a política do compadrio".
A fala, nesse caso, complementou o discurso do governador Teotonio Vilela Filho, do PSDB, que não economizou afagos a Lula. Ao encerrar seu discurso, Teotonio disse que faria o mesmo que sempre faz na ausência do presidente e pediu uma "salva de palmas".
Collor não teve direito a fala durante a cerimônia, organizada para a inauguração de uma adutora na região. Ainda assim, teve uma cadeira na mesa de autoridades. Coube a um jornal local fazer campanha em favor do senador.
Durante a cerimônia, o jornalista Geovan Benjoino distrubuía entusiasmado a Tribuna Popular. Na capa, uma enorme foto de Collor, acompanhada da manchete: "Presidente Lula da Silva apoia Collor de Mello para governo de Alagoas".
No interior, a reportagem dizia que Lula trabalha nos bastidores para lançar Collor. "Lula age discretamente para não provocar ciúmes em grupos políticos aliados", diz o texto.


terça-feira, 7 de julho de 2009

Pelo Poder


"O que dizer de um acordo (...) que transforma o presidente da República em avalista do presidente do Senado?"

Senador Cristovam Buarque (PDT-DF), sobre as relações Lula-Sarney

Jarbas: Lula não tem pudor. Tudo fará para ficar no poder.

De Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), em discurso no Senado


- “A crise do Senado é gravíssima, seu desfecho é imprevisível, tudo pode acontecer.” Essas palavras iniciais não são minhas, fazem parte da nova cantilena adotada pelo Presidente Lula para mais uma vez distorcer a verdade em benefício próprio. Com esse discurso assustador, S. Exª procurou intimidar os Senadores do PT, que cometeram o sacrilégio de insurgirem-se contra o roteiro que havia estabelecido para o período eleitoral que se avizinha.
- Como que ungido por uma força sobrenatural, o Presidente Lula planejou em detalhes todos os eventos políticos para os próximos meses, para que, ao final, eleja como sucessora na Presidência a sua candidata, a Ministra Dilma, de preferência de forma consagradora, não para ela, mas para si próprio.
- Entre esses eventos que fazem parte do futuro idealizado por Lula, consta em destaque o apoio do PMDB. Interessa a S. Exª o tempo de televisão, a grande estrutura partidária e o apoio congressual em um futuro governo. E me refiro a isso tudo em sentido amplo. Não importa ao Presidente respeito às leis ou à Constituição, muito menos consideração a quaisquer princípios éticos ou morais.
- Nosso Presidente não tem pudor algum; tudo fará para permanecer no poder, inclusive comprometer seus correligionários e destruir o que ainda resta de dignidade no Congresso Nacional, especialmente no Senado Federal. Não tem compromisso com nada e com ninguém, a não ser consigo mesmo.
- Deslumbrado pelo poder e pelos índices de aprovação de seu governo, considera-se acima das instituições.
- Partindo dessa análise megalomaníaca, na última semana, decidiu resolver a crise que se abate sobre esta Casa. Uma ingerência sem limites, vista anteriormente apenas durante a ditadura militar. Interveio para impor a permanência do Presidente Sarney. Constrangendo e ameaçando seus próprios partidários, decidiu que, contra todos os fatos, irá impor sua vontade imperial, sustentando um Presidente do Senado que não tem apoio interno para permanecer no cargo, um presidente que se transformou em uma rara unanimidade negativa frente à opinião pública. Ainda assim, como intuiu que o afastamento pode frustrar seu projeto, vai impor ao Senado e ao Brasil a permanência de Sarney.
- Lula tem razão quando diz que a crise do Senado é gravíssima, mas distorce a realidade ao afirmar que o desfecho é imprevisível. A solução natural para que iniciemos uma completa reforma desta Casa é o afastamento do Presidente Sarney.
- O momento posterior a esse fato é inteiramente previsível. O Vice-Presidente do Senado, Senador Marconi Perillo, irá convocar nova eleição. O PMDB irá indicar, entre os membros da sua bancada, aquele que melhor represente a continuidade do projeto de poder do Presidente da República e da parcela do PMDB que dá sustentação ao governo no Senado da República. E esse candidato será eleito – ou alguém duvida da capacidade de convencimento do onipresente Senador Renan Calheiros. Eis aí o desfecho para esta crise. Tudo ocorrerá na mais tranqüila ordem e dentro de toda previsibilidade.
- O que podemos fazer? 1) Chamar à razão o Presidente Sarney – que, de maneira recorrente, valoriza sua biografia, sua condição de estadista – e fazê-lo ver que está destruindo a si mesmo e a esta Casa. 2) Persuadir os Senadores do PT – ou pelo menos os que ainda guardam alguma identidade com os princípios éticos que defendiam num passado recente – a reafirmar a decisão da bancada pelo afastamento do Presidente da Casa. 3) Quanto à bancada do PMDB, não tenho ilusões; não há apelo que suplante os interesses individuais dos nossos Senadores.
- Qualquer reforma administrativa no Senado só poderá ser realizada se tiver o mínimo de apoio da opinião pública e essa condição só será atingida a partir do afastamento do Presidente Sarney. S. Exª infelizmente personifica, para boa parte da mídia e da opinião pública, todas as distorções que ocorreram nos últimos 15 anos.



por Ricardo Noblat.

http://oglobo.globo.com/pais/noblat/

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Pra Quê Diploma??

Casa Civil emagrece o perfil escolar de Dilma na web


O currículo de Dilma Rousseff passou por uma lipoaspiração.

Até a última quinta (2), Dilma era apresentada no portal da Casa Civil como:

1. “Mestre em teoria econômica”;

2. “Doutoranda em economia monetária e financeira pela Unicamp”.

Na sexta (3), ela perdeu o título de mestre e a pretensão a doutora.

A musculatura acadêmica fora obtida por meio de anabolizantes.

Deve-se à revista ‘piauí’ a realização do exame anti-doping.

Ouvida pela revista, a Unicamp disse que Dilma não é mestre nem doutora.

Pilhada, a ministra reconheceu: não concluiu o mestrado. Faltou a dissertação. E abandonou o doutorado.

Depois de lipoaspirado, o novo
perfil de Dilma ficou assim:

“[...] Foi aluna de mestrado e doutorado em Ciências Econômicas pela pela Universidade de Campinas, onde concluiu os respectivos créditos”.

Coisa feia!

Escrito por Josias de Souza.

http://josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br/

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Futebol é coisa séria!!




Lula e o grande pensamento político


Nesta altura do campeonato, em que a política cada vez mais se apropria do universo futebolístico, é justo invocar o maior pensador político da nação - Antonio Franco de Oliveira (1906-1976). Era torcedor fanático do Botafogo do Rio de Janeiro e reinou na década de 40 nas areias de Copacabana como respeitado goleiro do Posto Quatro Futebol Clube, que calçava chuteiras número 44 e fazia defesas incríveis com as mãozonas que mediam 23 centímetros. Esta desproporção rendeu o apelido que lhe garantiu a imortalidade: Neném Prancha.
É dele uma frase que define neste momento, com precisão, o corintiano Luiz Inácio Lula da Silva, também presidente da República: “Quem pede, recebe. Quem desloca, tem preferência”. Lula entrou de sola no jogo de várzea do Senado, pediu a bola da crise e recebeu, redondinha, a esférica confusão em que se meteu o time nada amador dos senadores.
Do Rio, do Irã, da Líbia, onde encontrasse um microfone, Lula calibrava a voz e disparava um petardo no ângulo, em defesa incondicional de José Sarney, ‘o presidente que não é um cidadão comum’. Foi ao ponto de atropelar o time de seu partido no Senado, a bancada do PT, para fazer a bancada engolir a idéia de afastamento preventivo do presidente sob suspeita. O líder do PT, Aloísio Mercadante, com cara de bola murcha, teve que subir à tribuna para ensaiar uma explicação complicada para o recuo inexplicável.
Indiferente ao ditador líbio Muammar Kadafi, ao seu lado, Lula ligou da África para Sarney para pedir que não fizesse nada até conversar com ele, pessoalmente. Dissimulado como sempre, Lula voltou ao Brasil e disse que não tinha nenhum encontro com Sarney.
Lula segue, à risca, uma lei imutável de Neném Prancha: “Joga a bola pra cima, enquanto ela estiver no alto não há perigo de gol”. O barbudo do Planalto tenta tirar a bola do meio-de-campo do Senado para salvar o bigodudo do Maranhão. Existe uma lógica nesta jogada que o esperto Neném reconheceria com outra frase lapidar: “O importante é o principal, o resto é secundário”.
Traduzindo: Lula não está preocupado com a integridade física de Sarney. O presidente está apreensivo, na verdade, é com a saúde política de seu governo. E nada traduz melhor a deficiência técnica deste governo do que a constatação de que ele, hoje, está pendurado nos fios embranquecidos do octogenário bigode de Sarney.
A política de Lula é como o futebol para Neném Prancha: “É muito simples – quem tem a bola, ataca; quem não tem, defende”. Ao ver Sarney manietado em campo, com pés e mãos politicamente amarrados pela mão boba de seu pupilo Agaciel Maia, Lula percebeu que o amigo precisava de defesa, já que a bola não sai do campo da oposição. Sem ela, não restou ao presidente outra saída senão a defesa, intransigente, inegociável, inarredável.
Defender Sarney é defender o PMDB, que vai defender as cores governistas no campeonato presidencial de 2010, armado em torno da favorita de Lula e do PT – Dilma Roussef, o Fenômeno do PT, uma espécie de Ronaldo mais magra do time escalado por Lula para manter a mão na taça no próximo mandato. Acuado, Lula acusou a oposição de forçar a renúncia de Sarney como uma tentativa de ganhar o Senado no ‘tapetão’.
No jogo bruto da política, o país acabou descobrindo uma vocação irrefreável de Lula: seu apetite para entrar no jogo alheio, sempre pelo lado errado, permanentemente atraído pelas causas piores.
Fez assim para salvar Antônio Carlos Magalhães, quando o líder baiano se enrolou nas fitas do mega-grampo patrocinado por ele na Bahia e arredores. O pedido de cassação do Conselho de Ética foi interceptado, a pedido de Lula, com o providencial engavetamento na Mesa Diretora do Senado, presidida então – quem, quem? – por ele, José Sarney.
Lula fez de novo ao mover seu time do PT para salvar Renan Calheiros, enrolado em confusões extra-conjugais e bois não contabilizados, que ameaçaram jogar seu mandato no brejo. E Lula faz agora, outra vez, para salvar a cara rosada e a presidência mambembe do eterno Sarney, agora enrolado nos atos secretos e na parentada empregada com os bons augúrios do fiel Agaciel Maia.
Tudo isso Lula fez e faz em nome da governabilidade, esta santa palavra que tudo explica, justifica, ampara e protege. Lula desconhece, porém, um detalhe da sabedoria popular que Neném Prancha resumiu com a habitual simplicidade: “Uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa”.
Só no Brasil e só no Governo de Lula, à exceção dos generais da ditadura, se mistura com tanta desfaçatez dois poderes que deviam ser autônomos e independentes: o Executivo e o Legislativo. Sarney, esperto, disse em nota que a crise — ‘que não é dele, mas do Senado’ — criou-se só porque ele apóia o presidente Lula. Pendurou-se, sem nenhum disfarce, nas barbas de Lula. Para um poder já emasculado pelas medidas provisórias que atropelam e abastardam o Congresso, não é surpreendente o gesto de desespero de Sarney.
Inesperada, porém, é a forma cínica e despudorada com que Lula intervém na crise do Senado, atravessando fronteiras políticas e éticas, humilhando ainda mais um Parlamento que já não consegue se safar, com suas próprias forças, das atrapalhadas em que se mete. É preciso que o presidente do Planalto socorra o presidente do Senado, em nome do quê? Da governabilidade, ora essa!
Lula não está inquieto com a roubalheira, os maus feitos, as negociatas, a má imagem e o desgaste do Senado. Está preocupado, apenas, com o amigo e a aliança que lhe dá fôlego e futuro político, sabe-se lá a que preço. O país não deve se preocupar com tudo isso, diz Lula, porque é tudo denuncismo da imprensa, que gosta de publicar só notícia ruim. Lula gostaria de ver todo dia manchetes, artigos e editoriais festejando os gols de Ronaldo e os títulos do Corínthians. Mas Neném Prancha poderia lhe ensinar que a política, como o futebol, é uma caixinha de surpresa.
Este conúbio de Lula com Sarney e do PT com o PMDB lembra outra frase definitiva de Neném: “Casamento é coisa muito séria para terminar nas manchetes de jornais”. A crise atual virou manchete de jornais. E elas podem terminar com este casamento. Neném Prancha já avisou, Lula.

Artigo: Luiz Cláudio Cunha.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Coisas Menores



Entre 2003 e 2007, os contracheques dos diretores da Petrobras receberam um tônico de 90%.

No mesmo período, a inflação medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) foi de 28,16%.

Somando-se salários e bônus, os vencimentos dos gestores da estatal petroleira chegaram, em 2007, à casa de R$ 710 mil anuais.

A média mensal roçou os R$ 60 mil. Deve-se a revelação das cifras ao repórter Amaury Ribeiro Jr..

Ele recolheu os dados em documentos remetidos pela Petrobras à Previdência e ao fisco. Levou-os às páginas do ‘
Correio Braziliense’ e ‘Estado de Minas’.

Segundo o repórter, considerando-se salários e bônus, a Petrobras pagou aos seus diretores, em 2007, os seguinte valores:

1. Almir Guilherme Barbassa Cargo: Diretor Financeiro Remuneração média: R$ 710 mil Indicação: PT 2. Guilherme de Oliveira Estrella Cargo: Diretor de Exploração e Produção Salário e bônus: R$ 701,76 mil Indicação: PT 3. Paulo Roberto Costa Cargo: Diretor de Abastecimento Remuneração média: R$ 710 mil Indicação: PP, com apoio do PMDB do Senado 4. Maria das Graças Silva Foster Cargo: Diretora de Gás e Energia Remuneração média: R$ 710 mil Indicação: PT, da cota da ministra Dilma Rousseff 5. Jorge Luiz Zelada Cargo: Diretor da Área Internacional Remuneração média: 710 mil Indicação: PMDB da Câmara 6. Renato de Souza Duque Cargo: Diretor de Serviços Salário: 706,26 mil Indicação: PT

Também o presidente da Petrobras, o petista José Sérgio Gabrielli, amealhou em 2007 vencimentos de cerca de R$ 710 mil (salário mais bônus).

Os vencimentos dos diretores da estatal são definidos numa assembleia-geral do conselho administrativo e fiscal da Petrobras. Ocorre uma vez por ano.

Na reunião de 2009, ocorrida em abril, o conselho destinou R$ 8,2 milhões para o pagamento de salários e benefícios aos diretores e aos conselheiros.

O conselho da Petrobras é presidido pela ministra Dilma Rousseff (Casa Civil). Entre os seus integrantes está o ministro Guido Mantega (Fazenda).

Tem assento no conselho também o ex-ministro Silas Rondeau (Minas e Energia), um apadrinhado do presidente do Senado, José Sarney.

Rondeau perdeu o cargo de ministro nas pegadas da Operação Navalha. A PF o acusou de manter relações financeiras promíscuas com Zuleido Veras, o dono da empreiteira Gautama.

Na assembléia de abril, o conselho fixou a remuneração dos conselheiros em 10% dos vencimentos dos diretores da Petrobras. Coisa de R$ 6 mil mensais.


Escrito por Josias de Souza; http://josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br/

DNA da Corrupção



Lula chama denúncia contra Sarney de coisa menor


Presidente defendeu Sarney, como na semana passada, e diz que ele já está investigando as denúncias
De Tânia Monteiro, de O Estado de S. Paulo:
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira, 25, que "não quer transformar as coisas que aconteceram no Senado em uma crise institucional", referindo-se às denúncias sobre atos secretos, nepotismo e atuação do neto de Sarney em operações com crédito consignado aos servidores da Casa, publicadas na edição desta quinta do Estado.
Lula defendeu a apuração de todas as denúncias para evitar que as discussões girem em torno desses fatos, como vem ocorrendo há mais de um mês. "Tem uma, duas, várias denúncias. Mas tem uma fase de apuração. Então, apure-se e tome-se as medidas. O que não pode é um país que tem coisas importantes para fazer, a gente ficar um mês inteiro tratando de coisas menores", disse.
Advertido sobre a gravidade das denúncias, Lula afirmou que o Tribunal de Contas da União (TCU) deve investigá-las. Disse ainda que desconhece a existência de contas secretas.
Lula voltou a defender Sarney, como na semana passada: "Sarney foi eleito. Os senadores elegeram ele. Ele tem um compromisso de fazer apuração e ele disse que está apurando isso. Só espero que haja apuração".
Leia mais em Lula não quer crise no Senado e chama denúncia de coisa menor

Fonte; blog do Noblat: http://oglobo.globo.com/pais/noblat/

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Qual o time que Neda Torcia??

Protestos no Irã
Noivo de Neda diz que milícia do regime matou a jovem
23 de junho de 2009



Fotos de Neda distribuídas pela internet: o rosto da repressão contra os manifestantes
(Crédito: AFP)

O noivo da iraniana que morreu nas manifestações de sábado em Terrã, Neda Agha-Soltan, e se tornou símbolo dos protestos, provocando uma onda de indignação na internet, acusou a milícia basij, que apoia o presidente Mahmud Ahmadinejad, pelo crime. "Ela estava a algumas ruas do local em que as principais manifestações aconteciam, perto do bairro de Amir Abad. Ela estava com seu professor de música, sentada em um carro e bloqueada nos engarrafamentos", contou Caspian Makan, noivo da jovem.


"Estava muito cansada e sentia muito calor. Ela saiu do carro por alguns minutos. Foi então que atiraram", completou em uma entrevista à BBC Persian TV, canal em idioma farsi da rádio e televisão britânica BBC, com sede em Londres e exibido no Irã. Um vídeo disponibilizado na internet provocou revolta mundial. As imagens mostram a jovem deitada na calçada, com o rosto repleto de sangue e os olhos abertos. Várias pessoas pressionam o peito da jovem, em uma tentativa de deter a hemorragia. Alguém fala: "Neda, não tenha medo", em seguida as palavras são abafadas pelos gritos. "Neda, acorda, acorda", outra pessoa fala.
As imagens da morte de Neda se tornaram um símbolo dos protestos. "Alguns depoimentos e imagens do vídeo mostram claramente que são provavelmente os basij vestidos como civis os que atiram deliberadamente", acusou o noivo, em uma referência à temida milícia que dá apoio ao presidente Mahmud Ahmadinejad, cuja reeleição é questionada pelos manifestantes. "Algumas testemunhas afirmam que ela foi tomada claramente como alvo e recebeu tiros no peito. Ela morreu em poucos minutos", contou. Neda foi sepultada no domingo. Desde o início dos protestos no Irã, pelo menos 17 pessoas morreram.
(Com agência France-Presse)



Só para relembrar, um comentário "Sensato"

"Eu não conheço ninguém, a não ser a oposição, que tenha discordado da eleição do Irã. Não tem número, não tem prova. Por enquanto é apenas, sabe, uma coisa entre flamenguistas e vascaínos.” Lula



domingo, 21 de junho de 2009

Flamengo x Vasco - No IRÃ

Fotos dos conflitos entre protestantes e a polícia do Irã

Por Que Não te Calas?


"Eu não conheço ninguém, a não ser a oposição, que tenha discordado da eleição do Irã. Não tem número, não tem prova. Por enquanto é apenas, sabe, uma coisa entre flamenguistas e vascaínos.”
Lula
(Sobre as denúncias de fraude nas eleições Iranianas)

Irã - Conselho admite que houve fraude nas eleições

De O Globo: 22/06/2009

O Conselho de Guardiães do Irã, máxima instância constitucional do país, admitiu na manhã desta segunda-feira (noite de domingo em Brasília) que, na eleição de 12 de junho, houve irregularidades nas votações, informou o site do canal estatal de televisão "Press TV".
O resultado oficial, endossado pelo conselho, tinha dado vitória ao presidente Mahmoud Ahmadinejad. De acordo com a emissora, o conselho assegurou que, em 50 cidades, o número de votos superou o número de eleitores inscritos, o que implica em mais de 3 milhões de eleitores.
Segundo o porta-voz do Conselho dos Guardiães, Abbas Ali Kadkhodai, ainda não é possível "determinar se esse montante é decisivo para [alterar] os resultados da eleição".
A admissão abre caminho para a investigação de outros 646 casos de "irregularidades" apontadas pelos três candidatos derrotados - Rezai, Mehdi Karubi e Mir Hossein Mousavi, líder da oposição e tido, segundo as pesquisas de intenção de voto anteriores ao pleito, como principal ameaça à reeleição de Ahmadinejad.
Mousavi e Karubi pediram na sexta-feira, dia 19, que o Conselho dos Guardiães anulasse o resultado das eleições. Eles conseguiram, na ocasião, apenas que fosse feita a recontagem aleatória de 10% dos votos.
O Conselho, integrado por seis clérigos e seis juristas, é o organismo encarregado de validar os resultados eleitorais apresentados pelo Ministério do Interior para que sejam oficiais. Em seus 30 anos de existência, o Conselho jamais tomou uma decisão de tal calibre como a anulação do pleito, exigida pela oposição.



Fonte:Blog do Noblat.

http://oglobo.globo.com/pais/noblat/

sábado, 20 de junho de 2009

Ele Não É Um Qualquer!



Ele não é mesmo "Um Qualquer" Ele tem a Força do Poder! e o nosso presimente é refém desse mesmo poder. De fato ele não é "Um qualquer", é homem público, um senador da república, ex-presidente dessa mesma república. Deveria ser um exemplo de ética e de moralidade, no entanto, é um grande mau exemplo! um senhor de idade que deve deixar muitos cidadãos de bem desse pais envergonhados. É ele não é "um qualquer", ele merece mais cadeia do que muitos dos nossos bandidinhos que superlotam os nossos presídios. Isso sim seria um bom exemplo para nossos políticos! Mais, ele não é, "Um qualquer"!!!

Alex Joseph.



Somos Todos Iguais


Deu em O Estado de S. Paulo
Mordomo da casa de Roseana Sarney é pago pelo Senado
De Rosa Costa e Rodrigo Rangel:

O Congresso abriga mais um exemplo ilustrativo do uso de dinheiro público para bancar despesas privadas da família do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). O mordomo da casa de sua filha, Roseana Sarney, ex-senadora e atual governadora do Maranhão, é um servidor pago pelo Senado.
Amaury de Jesus Machado, de 51 anos, conhecido como "Secreta", é funcionário efetivo da instituição. Ganha, com gratificações, em torno de R$ 12 mil. Deveria trabalhar no Congresso, mas de 2003 para cá dá expediente a sete quilômetros dali, na residência que Roseana mantém no Lago Sul de Brasília.
"Secreta" é uma espécie de faz-tudo, quase um agregado da família. Cuida dos serviços de copa e cozinha, distribui ordens aos funcionários e organiza as recepções que Roseana promove quando está na cidade. Na manhã de ontem, o Estado procurou o servidor na casa da governadora. O empregado que atendeu informou que ele estava há dez dias em São Paulo, acompanhando Roseana. Ela ficou até ontem na capital paulista, onde passou por cirurgia para retirada de aneurisma.
A reportagem falou por telefone com outros funcionários da casa e com amigos da família, que confirmaram a lotação privada do servidor. Ontem, por telefone, a governadora descreveu as funções de Machado assim: "Ele é meu afilhado. Fui eu que o trouxe do Maranhão. Ele vai à casa quando preciso, uma duas ou três vezes por semana. É motorista noturno e é do Senado. E lá até ganha bem."
Roseana renunciou ao cargo de senadora em abril, para assumir o governo do Maranhão no lugar de Jackson Lago (PDT), cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ainda que estivesse no exercício do mandato, não poderia ter um servidor como empregado doméstico.
Sarney enfrenta há duas semanas denúncias de contratação de parentes, muitos incluídos na folha de pagamento do Senado por meio de "atos secretos" que permitiam fazer nomeações sem que elas fossem publicadas nos boletins oficiais.
"Secreta" é tão ligado a Roseana que chegou a ter filiação partidária. Assinou a ficha do PFL quando a governadora ainda integrava os quadros do partido. Hoje, ela está no PMDB, mesma sigla do pai.
Nos anos 90, ele esteve lotado no departamento de segurança e transportes do Senado. Antigos colegas dizem que sua função, ao menos oficialmente, era a de motorista, embora não se lembrem dele dirigindo os carros do Senado.
O servidor tem um longo histórico de serviços prestados à família - trabalhou até no Palácio da Alvorada quando Sarney era presidente (1985-1990).
A lotação mais recente data de fevereiro de 2003. Logo após tomar posse como senadora, em 2003, Roseana Sarney puxou Machado para seu gabinete. O ato foi assinado pelo então diretor-geral da Casa, Agaciel Maia, em 21 de fevereiro. Ocupante do cargo de técnico legislativo, ganhou função comissionada.
Como Roseana deixou o Senado em abril deste ano, muitos dos nomeados para assessorá-la foram mantidos oficialmente como assessores do senador Mauro Fecury (PMDB-MA), que assumiu a cadeira da peemedebista.


quinta-feira, 18 de junho de 2009

Lula-La


Deu na Folha de S. Paulo

A falta de compromisso de Lula com o que diz

O discurso do presidente Lula em relação ao Congresso mudou à medida que o petista trocou a oposição pelo governo. Em 1993 ele declarou que, "de todos os deputados no Congresso, pelo menos 300 são picaretas".
Repetiu a crítica em 1994 ("Aquilo que eu falei de 300 é um pouco mais") e 1998 ("Uma vez falei que havia uns 300 picaretas no Congresso, mas a coisa só piorou").
Em 2002, com a vitória à vista, a retórica mudou.
Aceitou o apoio do senador José Sarney, a quem havia chamado de "grileiro", em 1986 ("Sarney não vai fazer reforma agrária coisa nenhuma, porque ele é grileiro no Estado do Maranhão"), e de "ladrão", em 1987 ("Adhemar de Barros e Maluf poderiam ser ladrões, mas eles são trombadinhas perto do grande ladrão que é o governante da Nova República").
Na sua campanha à reeleição, Lula fez uma autocrítica: "Eu me dei conta de quantas vezes nós cometemos injustiças contra pessoas... Uma coisa eu tenho tranquilidade, Sarney: nunca lhe ofendi".

domingo, 12 de outubro de 2008




Deu em O Globo

De Elio Gaspari:


Para o bem de todos, Nosso Guia precisa aprender a ficar calado diante da crise financeira. Suas bobagens comprometem a credibilidade do país. Em setembro, falando nas ONU, ele disse o seguinte:
"Das Nações Unidas, máximo cenário multilateral, deve partir a convocação para uma resposta vigorosa às ameaças que pesam sobre nós".
Quem conhecer uma pessoa capaz de acreditar que a ONU tem capacidade, estrutura e autoridade para tratar desse assunto, ganha uma passagem de ida e volta a Cuba. Quem conhecer duas, ganha só a de ida.
Semanas depois, tratando da capotagem da Sadia e da Aracruz, que torraram R$ 2,7 bilhões em operações cambiais exóticas, Nosso Guia acusou as empresas de estarem apostando contra o real. Falso. Elas perderam dinheiro porque apostaram a favor. Mesmo que estivesse certo, não fica bem para um presidente da República o comportamento que o jornalista americano Murray Kempton atribuiu aos editorialistas:
"Depois da batalha eles vão ao campo e matam os feridos."
Admita-se que sua teoria da "marolinha" foi conversa de palanqueiro. Até porque dias depois, tratando do problema, disse que "não sabemos o seu tamanho". Releve-se a sua interpretação da geografia ao dizer que "até agora, graças a Deus, a crise americana não atravessou o Atlântico". Foi a segunda vez que Nosso Guia relacionou a travessia do Atlântico com um percurso Norte-Sul. Em geral, as pessoas associam essa travessia às viagens de Colombo (de barco) e Charles Lindbergh (de avião), no sentido Leste-Oeste (ou o contrário).
Administrando uma crise que botou a Bolsa de joelhos, meia dúzia de bancos no vermelho e o dólar a R$ 2,30, o presidente da República pode fazer tudo, menos tratá-la com olhar de marqueteiro. Foi isso que George Bush fez nos últimos 12 meses. Pagará o preço de uma vergonhosa saída da Casa Branca. Quem trata a crise como coisa pitoresca, num personagem pitoresco se transforma. Como ele mesmo já disse, a crise exige "juízo e responsabilidade". Sobretudo dele.


sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Essa é a cara da nossa política!!


Rio - Finalmente, Lula adere à candidatura de Paes


Paes diz que não se arrepende de nada do que fez

De O Globo:

O candidato a prefeito do Rio Eduardo Paes (PMDB/PTB/PP/PSL) afirmou há pouco, durante ato de apoio do PCdoB à sua candidatura, no Centro, que não se arrepende de nada que fez como deputado federal. Ele se referiu, inclusive, à atuação na CPI dos Correios. Mesmo dizendo que não se arrepende, o candidato afirmou que o tom dos debates durante a CPI muitas vezes pode ficar 'fora 'do tom da política':
- É óbvio que no calor da política, em alguns momentos, se sai do tom da política. Essas não são expressões adequadas (sobre possíveis exageros cometidos) ao debate político - afirmou o candidato.
Ele negou que tenha enviado carta ao presidente Lula - a quem chamou de 'chefe da quadrilha' - se desculpando pela atuação quando relatava a CPI, mas disse que pensou sobre o envio de carta à primeira-dama Marisa Letícia.
- Se enviei carta a alguém, a carta é pessoal - desconversou o candidato.
Durante o ato na sede do PCdoB, a candidata derrotada do partido à prefeitura, Jandira Feghali, chegou a dizer, em entrevista coletiva, que Paes havia pedido desculpas a Lula.
Paes, no entanto, disse que, na conversa que teve com o presidente, 'não houve esse clima de desculpas que a imprensa quer criar'.
- Não devo desculpas a ninguém - disse o peemedebista.


quarta-feira, 8 de outubro de 2008



Por Ricardo Noblat

Rio Grande do Norte - A recaída de Lula

O vexame pessoal de Lula nas eleições municipais do Rio Grande do Norte foi maior do que se sabia até aqui. Sabia-se que ele foi a Natal pedir votos para eleger a candidata do PT a prefeita, Fátima Bezerra. Ela perdeu no primeiro turno para Micarla, candidata do PV e de José Agripino Maia, líder do DEM no Senado, tratado por Lula como desafeto, inimigo, um sujeito que ele evita dizer o nome.
O que só agora se sabe é que Lula perdeu também em Mossoró, o segundo maior colégio eleitoral do Estado. Como está se achando, foi a Mossoró antes de voltar a Natal para participar de um comício de Fátima. Lá, dispensou de recepcioná-lo no aeroporto a prefeita Fátima Rosado, do DEM, candidata à reeleição. Era obrigação protocolar dela recepcioná-lo.
De helicóptero, voou do aeroporto para a universidade local. Discursou, mas não falou sobre política. E foi direto para o Hotel Termas, onde Larissa Rosado, do PSB, montara um estúdio para que ele gravasse uma mensagem de apoio à sua candidatura a prefeita. Gravou, bebeu bem durante a tarde, segundo testemunho de um garçon do hotel, e voou a Natal.
Ali, desfechou um duro ataque contra Agripino Maia. De cima do palanque de Fátima Bezerra, diante de mais de 10 mil pessoas, disse coisas tais como:
- Esperei muito tempo para fazer um ajuste de contas com ele [no caso, "ele" era Agripino Maia].
- Voltarei aqui em 2010 quantas vezes for necessário só para derrotá-lo.
- Se eles fossem bons estariam neste palanque.
- Ele é um político que faz política suja com discurso de madrugada.
A prefeita de Mossoró se reelegeu com 53% dos votos válidos.
Fora Natal, dos outros cinco maiores colégios eleitorais do Rio Grande do Norte (Mossoró, Parnamirim, São Gonçalo do Amarante, Macaíba e Ceará Mirim), o DEM ganhou em cinco, elegendo um prefeito, um vice, e fazendo parte da coligação vitoriosa em três.
A governadora Vilma Maia (PSB) perdeu em quatro dos cinco. E Garibaldi Alves (PMDB), presidente do Senado, em dois. Garibaldi perdeu em Natal aliado com Vilma e o PT. Ganhou aliado com Agripino Maia em Mossoró, Parnamirim e Macaíba.
Por que Lula perdeu nos dois maiores colégios eleitorais do Rio Grande do Norte? Porque quis. Porque fez política com fígado.
O deputado Ulysses Guimarães, ex-presidente do PMDB, da Câmara dos Deputados e da Assembléia Nacional Constituinte de 1988, ensinava que não se faz política com fígado.
Lula recusou o apoio de Ulysses e do PMDB ao tentar se eleger presidente da República pela primeira vez em 1989. O PMDB tem, hoje, cinco ministérios no governo dele. E 14 partidos apóiam o governo.
O velho Lula, líder sindical enfezado, o sapo barbudo como Leonel Brizola o chamou um dia, ressuscitou nas eleições municipais do Rio Grande do Norte. Deu no que deu.

terça-feira, 6 de maio de 2008

Isso é que é cultura!!

O que Ronaldo e Lula têm em comum


Tomara que Ronaldo, O Fenômeno, tenha contribuído para a restauração da moralidade entre nós ao esculachar de vez com a desculpa do "eu não sabia".
Como disse ontem em entrevista ao programa "Fantástico", da Rede Globo de Televisão, não, ele não sabia que Andréia era André.
Embora estivesse sóbrio, certamente não se deu conta do avantajado pomo-de-adão exibido pelo travesti quando entrou no seu carro.
Mais tarde, em um quarto de motel de terceira categoria da Barra da Tijuca, no Rio, levou pouco mais de três horas para se livrar da companhia de Andréia e de mais dois travestis que foram ao seu encontro.
De quem é a culpa? De quem é?
Ora, de Lula, é claro. A culpa é dele.
Afinal, se Lula pode dizer que jamais soube da existência de "uma sotisficada organização criminosa" que pagou mensalão a deputados e tentou se apoderar de parte do aparelho do Estado por que Ronaldo não pode dizer que ignorava a verdadeira identidade da trinca do barulho comandada por Andréia ou André?
Lula também não fazia a mínima idéia de que seu comitê de campanha à reeleição empregava "aloprados" capazes de forjar dossiês contra adversários.
Nem a ministra Dilma Rousseff, da Casa Civil, poderia supor que um inocente banco de dados daria vez a um dossiê com despesas sigilosas do casal Fernando Henrique Cardoso.
Quanto a Cid Gomes (PSB), governador do Ceará, esse não.
Sabia, sim, que a sogra embarcara no jatinho alugado por ele para viajar à Europa. Não sabia, como admitiu depois, que seu ato amoroso pudesse configurar algum tipo de desrespeito aos bons costumes administrativos.
No caso de Cid, vai ver que o problema dele não foi ter levado a sogra para passear. Foi tê-la trazido de volta...
Lula saiu em defesa de Cid - como antes saíra em defesa de Renan Calheiros (PMDB), enrolado com lobista de empreiteira e amante; e de Severino Cavalcanti (PP), vítima de um concessionário de restaurante que o subornou para não perder a concessão.
Por isonomia, espera-se que a qualquer momento Lula se pronuncie em defesa de Ronaldo.
Não se espantem se ele o fizer - e se com isso amealhar mais alguns pontinhos na próxima pesquisa de opinião pública.

Por Ricardo Noblat / http://oglobo.globo.com/pais/noblat

sábado, 16 de fevereiro de 2008

Mais do Mesmo


Por Josias de Souza.





http://josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br/





CPI encontrará ‘falhas’ também nas contas de FHC



TCU já mencionava ‘falta de transparência’ em 2002
Auditoria pôs em dúvida contas das viagens de FHC

Presidência fracionou despesas para fugir à licitação
Algumas compras não têm comprovante de quitação
Adquiriam-se de comida a utensílios para o Alvorada
Assessora de ministro viajou até em fins de semana



Há três dias, em carta endereçada ao presidente do PSDB, Sérgio Guerra (PE), Fernando Henrique Cardoso informou que não receia que CPI dos Cartões, ainda por instalar, remexa a contabilidade do Planalto relativa à sua gestão. Informou que nem ele nem seus familiares usaram verbas públicas em gastos pessoais. A certa altura, FHC deixou entreaberta uma janela para futuras explicações.

“Quanto aos gastos normais da máquina pública, inclusive no que diz respeito aos incorridos na manutenção dos palácios, nunca foram objeto de determinações específicas nossas”, anotou o ex-presidente. “Se, eventualmente, não seguiram as regras e trâmites normais, é bom que isso seja identificado e esclarecido, para que os erros não se repitam.”

De fato, nem sempre os gastos da presidência tucana ocorreram dentro dos estritos limites das regras e das normas oficiais. Auditoria realizada pelo TCU na Secretaria de Administração da Casa Civil detectou inúmeras “falhas” na escrituração das contas do setor de “suprimento de fundos.” O trabalho, cuja íntegra pode ser lida aqui, perscrutou despesas realizadas entre janeiro e agosto de 2001.

Eis alguns dos achados dos auditores:

Viagens presidenciais: foram analisadas as prestações de contas de oito funcionários destacados para organizar viagens nacionais de FHC. Referem-se a hospedagens e aluguel de carros. Somam, em valores da época, R$ 890,2 mil. A maioria dos processos padece de falta de transparência. Muitos não contêm nem os nomes dos integrantes das comitivas nem a mínima justificativa dos dispêndios. Algo que, para os auditores, “dificulta o processo de controle” e afeta “a transparência dos gastos”. Há notas com “data anterior ao início do período da aplicação” da verba. Uma das prestações de contas –R$ 202 mil— contém despesas “estranhas à viagem presidencial”. Outras duas –R$ 90 mil e R$ 76,2 mil— dão como liquidadas notas que não trazem “comprovação de recebimento por parte da empresa, seja por meio de emissão de recibo” ou pela “identificação do recebedor”. Para os auditores, não se trata “apenas de falha formal”. Pode ser indício de “algum tipo de fraude.”

Fracionamento de despesas: no período esquadrinhado pelo TCU, o Planalto liberou, a conta gotas, R$ 34 mil para a compra de material elétrico e eletrônico. Foram 14 operações. Variaram de R$ 1.000 a R$ 4.000. “Em todos os processos”, anota o relatório do TCU, “foram efetuadas compras de materiais de consumo de mesma natureza, em geral no mesmo conjunto de empresas.” As aquisições ocorreram “em datas muito próximas ou até no mesmo dia.” Um artifício, concluíram os auditores, que possibilitou “a fuga ao devido procedimento licitatório.”

Palácio da Alvorada: A exemplo do que ocorre sob Lula, também na era de FHC parte das verbas destinadas a gastos excepcionais socorreram a residência oficial do presidente. A auditoria alcançou um processo de R$ 20 mil. “Abrangem despesas diversas, desde itens de alimentação e utensílios de cozinha até projeto de arquitetura para a construção de uma guarita.” Nada de aparência irregular.

Segurança da Família: o TCU solicitou ao Planalto explicações para gastos de hospedagem do sargento do Exército João Batista Leal, em Goiânia, e da policial militar Sônia Valéria de Faria, em São Paulo. Em resposta, a presidência informou que estavam em missão oficial do Gabinete de Segurança Institucional. Haviam sido destacados para cuidar da “segurança pessoal dos familiares do vice-presidente [Marco Maciel] e do presidente [FHC].” Exatamente como se faz agora, sob Lula.

Viagens de servidores: os auditores do TCU analisaram um lote de viagens de funcionários do Planalto. No Brasil e no exterior. Encontraram várias “tapiocas”. Há, por exemplo, diárias pagas em excesso, prestações de contas apresentadas fora do prazo e custeio de passagem e hospedagem para pessoa que ainda não fora contratada pelo governo na época da viagem. Chama a atenção, de resto, a compra de passagens aéreas de final de semana para funcionários que se deslocavam para os seus Estados de origem, sem atribuição específica a desempenhar. Renata Zacarelli Lopes, por exemplo, viajava semanalmente de Brasília para São Paulo. Sua missão era "assessorar o ministro Andrea Matarazzo (Secretaria de Comunicação Social)", seu chefe. Em compromissos que invariavelmente "envolviam o final de semana". Os auditores recomendaram a devolução do dinheiro. Mas os ministros que integram o plenário do TCU rejeitaram a sugestão.

O relatório dos auditores foi levado ao plenário do tribunal em 29 de maio de 2002. Os ministros de então leram o documento com olhos condescendentes. As “falhas” foram classificadas como “formais”, sem “má-fé”. Decidiu-se apenas enviar ao Planalto um lote de “recomendações”. Entre elas a de que a presidência se dignasse a dar “maior transparência às prestações de contas dos gastos com viagens presidenciais.”

Ainda não havia à época da auditoria os famosos cartões de crédito corporativos. Foram criados em setembro de 2001, um mês depois do término da pesquisa dos auditores do TCU. Naquele ano, houve um único gasto com cartão. Coisa mixuruca: R$ 90,00. O dinheiro saiu na forma de um saque realizado no caixa eletrônico. Não se sabe o que pagou.

Naquela ocasião, as “pequenas despesas” da administração pública eram feitas por meio da chamada “Conta B”. É uma espécie de avó dos cartões, que o petismo quer agora virar do avesso na CPI. Em 2001, torrou-se pela conta “Conta B” R$ R$ 213,6 milhões. A auditoria do TCU cobre um naco insignificante desse valor. Só em 2002, último ano da era FHC, o governo começou lançar mão do cartão de crédito. Financiaram, naquele ano, despesas de R$ 3,6 milhões. O grosso dos gastos “emergenciais” continuou escoando pela “Conta B”: R$ 229,5 milhões.

Sob Lula, cartões e “Conta B” ainda coexistem. Compõem um bolo de recursos que o governo chama de “suprimento de fundos”. A gestão petista gasta menos do que a administração tucana –média anual R$ 143,5 milhões de 2003 para cá. Mas o governo tomou gosto pelos cartões. No primeiro ano de Lula, os “suprimentos” somaram R$ 145,1 milhões. Desse total, R$ 8,7 milhões referiam-se a despesas feitas com cartões. Em 2007, os “suprimentos” alçaram à casa dos R$ 177,5 milhões, dos quais R$ 78 milhões deixaram as arcas do Tesouro por meio dos cartões de crédito.

Enviadas ao Planalto sete meses antes do término do mandato de FHC, as “recomendações” do TCU foram de pouca serventia. Já em 2003, ano em que os extratos dos cartões de crédito ainda não haviam sido levados ao portal da transparência, o então ministro Luiz Gushiken (Secretaria de Comunicação) repetiria uma das práticas nocivas identificadas pelo auditores no relatório sobre a gestão FHC.
Chamava-se Maria da Penha Pires a servidora que manuseava o cartão de crédito posto à disposição de Gushiken. Pagava, por exemplo, despesas com "viagens a serviço". E Gushiken trabalhava muito em São Paulo. Dava duro até nos finais de semana. Hospedou-se "a serviço" no Caesar Park de 15 a 17 de agosto de 2003 (sexta a domingo). Ficou no mesmo hotel de 22 a 25 de agosto (sexta a segunda).
Entre 19 e 21 de setembro (sexta a domingo), preferiu acomodar-se "a serviço" no Hotel Cadoro. Afora as diárias, consumiu seis águas, três guaranás, um café, um chá, um suco de frutas, um almoço completo e um beirute de filé mignon (R$ 584). Como se vê, Gushiken foi uma espécie de abre-alas da era da "tapioca".










sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Nunca na História Deste País...


Cartão paga gasto irregular até em viagem de Lula

Cartão paga gasto irregular até em viagem de Lula
Inquérito do MP apura despesas suspeitas do Planalto
Incluem hotéis, aluguel de carros e compras em geral
Suspeitas vão de fraudes fiscais a firmas inexistentes



O Ministério Público do Distrito Federal abriu, há 15 dias, um inquérito civil para apurar suspeita de irregularidades no uso de cartões de crédito do governo. Refere-se a gastos realizados pela secretaria de Administração da Casa Civil da Presidência da República. Incluem as despesas de hospedagem de comitiva precursora de uma viagem de Lula.

Deu-se em 2 de maio de 2003. Nesse dia, Lula, que assumira a presidência havia cinco meses,
visitou os municípios paulistas de Ribeiro Preto e Sertãozinho. Inaugurou uma termelétrica e compareceu a uma feira agrícola. Para organizar a viagem, o Planalto enviara às duas cidades um “escalão avançado” –agentes de segurança e equipe de apoio técnico. Hospedaram-se em dois hotéis.

Descobriu-se o seguinte: com cartão de crédito do Planalto, um funcionário pagou R$ 3.030 por 22 diárias de pessoas que não constavam da lista de integrantes da comitiva oficial. Financiou também R$ 1.475 em diárias que excederam ao período de permanência de alguns dos membros da comitiva que preparou a visita de Lula.

Constatou-se, de resto, um indício de superfaturamento. Em 2003, o cartão de crédito do Planalto deixou no hotel que abrigou a comitiva precursora em Sertãozinho R$ 23.830. Num levantamento feito em 2006, verificou-se que, quatro anos depois, o mesmo hotel cobrava preços bem mais módicos. A mesma comitiva custaria ao erário R$ 10.208. Ou seja, a presidência pode ter desembolsado R$ 13.622 além do necessário.

Somando-se o custeio da estadia de pessoas estranhas à comitiva, as diárias excedentes e o valor que extrapolou os preços de mercado, chega-se a um gasto supostamente irregular de R$ 18.127. Para complicar, verificou-se que todas as 76 notas fiscais emitidas pelo hotel de Sertãozinho foram “calçadas”. Na via levada aos arquivos do Planalto, o valor da diária é R$ 125. Na segunda via, grudada ao talonário da hospedaria, o valor é outro: R$ 15,00.

As informações contam de um relatório do Tribunal de Contas da União. Integra processo aberto pelo TCU em 2006, sob o número 007.512. O texto encontra-se anexado ao inquérito do Ministério Público. Começa na folha 41 dos autos. Vai até a página 77. O blog obteve cópia do documento. Assinado pelos auditores André Gerardo Carneiro de Oliveira e Maurício Lopes Casado Jr., o “relatório de auditoria” do TCU é uma das peças de resistência do inquérito.

O documento contém o resultado da terceira fiscalização realizada pelo tribunal na contabilidade dos cartões de crédito do Planalto. Nas duas auditorias anteriores, o tribunal ocupara-se de aspectos formais. Nesta, examinou a “regularidade” das notas fiscais levadas aos arquivos do Planalto.

Escarafuncharam-se notas emitidas de setembro de 2002, quando a presidência, ainda sob FHC, começou a utilizar cartões de crédito, a julho de 2005. Todas as impropriedades apontadas pelos auditores referem-se aos primeiros dois anos e meio da gestão Lula.

Os auditores partiram da análise de um arquivo eletrônico que continha 22.915 registros de despesas. Selecionaram, por amostragem, 254 notas fiscais. No curso da investigação, acabaram inspecionando 648 notas. Enviaram-se oficias às receitas dos Estados e dos municípios onde as despesas foram realizadas. Descobriram-se coisas como as que se seguem:

1. o Planalto alugou carros em Ponta Porão (MS). Gasto sigiloso. Por isso, o nome da firma não consta do relatório do TCU. Consultado, o fisco municipal informou que não autorizara a emissão das 25 notas levadas à prestação de contas arquivada no Planalto. Somam R$ 206.640,07. Anotam dois endereços diferentes. Num deles, o TCU não encontrou vestígio da empresa. Noutro, “encontraram-se evidências da existência da empresa à época da emissão das notas fiscais.” No Planalto, a prestação de contas tem aparência regular. Sem poderes para quebrar sigilos bancários e fiscais, o TCU encaminhou o papelório ao Ministério Público.

2. O Planalto alugou veículos também em São Luiz. Quatro notas. Total: R$ 30.147,09. Despesa sigilosa. Consultado, o fisco local disse não ter tomado conhecimento das notas. Nos registros do Planalto, tudo regular. Para apurar o indício de “elisão fiscal”, o TCU remeteu o caso à Receita de São Luiz, ao fisco federal e ao Ministério Público.

3. A presidência alugou veículos em Santana do Parnaíba (SP). Emitiram-se 46 notas fiscais. Dezessete foram “calçadas”. Exibem nas primeiras vias o valor de R$ 40.416,90. Nas vias grudadas ao talonário, o montante é bem menor: R$ 3.062,61. Diferença de R$ 37.354,29. Nos arquivos do Planalto, tudo regular. Na dúvida, os documentos foram enviados ao fisco municipal e ao Ministério Público.

4. O Planalto alugou automóveis numa empresa de São Paulo, com filial em Barueri. Gastos confidenciais, realizados entre 2004 e 2005. Valores “superiores a R$ 1 milhão”. Foram aos arquivos do Planalto “notas de locação” sem valor fiscal. Trazem no rodapé a seguinte inscrição: “Dispensada a emissão de nota fiscal de serviços conforme lei complementar nº 116 de 31/07/2003”. Dizem os auditores: “Utilização de documento não-fiscal para omitir receita tributável, com conseqüente dano ao erário público, associado ao possível cometimento de crimes fiscais.” Em visita à filial da empresa em Barueri, o TCU “não conseguiu obter informações confiáveis com os vizinhos sobre a existência da empresa no local.” Os papéis seguiram para o Ministério Público, “órgão que pode direcionar a investigação, inclusive com solicitação de informações protegidas por sigilo, para examinar a possibilidade de realização de operações não detectáveis pelo exame documental.”

5. o Planalto alugou carros em duas locadoras de São Caetano do Sul (SP). Uma emitiu 22 notas fiscais. Ouvido, o fisco municipal informou que os valores não lhe chegaram ao conhecimento. Em visita ao endereço mencionado nas notas, o TCU “não encontrou evidências da existência da empresa.” Em consulta no cadastro de pessoas físicas, descobriu endereço diferente. Nova visita. Verificou-se que, no local, “já funcionou uma locadora de veículos.” A segunda locadora emitiu sete notas. Consultado, o fisco local disse que é “desconhecido o paradeiro” da firma. Em visita ao endereço, o TCU “não encontrou evidências da existência da empresa no período da emissão das notas.” Os auditores foram ao cadastro de CNPJ. Traz outro endereço. Nova visita. Apurou-se que, no local, “já funcionou uma locadora de veículos.”. Tudo regular na prestação de contas do Planalto. O TCU enviou os papéis aos fiscos estadual e municipal e ao Ministério Público.

6. Os auditores identificaram indícios de irregularidades fiscais em outras cinco operações de compra realizadas com cartões de crédito do Planalto. Envolvem de compras em empresas fornecedoras de “material de expediente” a transação efetuada numa firma de confecção de chaves. Gastos miúdos. O mais expressivo (serviços de editoração eletrônica) soma R$ 800 reais. O mais inexpressivo refere-se a “despesa de refeição” realizada na Beline, uma panificadora chique de Brasília. Na via enviada pela casa de pães ao fisco do DF, o valor é R$ 9,44. Na via arquivada no Planalto, está anotado R$ 99,44.

O inquérito do Ministério Público, a cargo da procuradora Eliana Pires Rocha, foi solicitado pelo deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) em dezembro de 2003. O pedido dormitou na gaveta por arrastados quatro anos. Só foi efetivamente acolhido depois que os extratos do cartão da ex-ministra Matilde Ribeiro (Integração Racial) foram pendurados nas manchetes dos jornais. Nesta quarta-feira (6), o governo
aderiu à tese da CPI. Os papéis anexados ao inquérito são peças obrigatórias de qualquer investigação que se pretenda séria.

Por Josias de Souza / http://josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br/